Redação Plenax
Ex-prefeito afirma confiar na honestidade do ex-secretário e diz que contratos da Sisep passaram por órgãos de controle
O ex-prefeito de Campo Grande e atual vereador, Marquinhos Trad, saiu em defesa do ex-secretário de Infraestrutura Rudi Fiorese, preso nesta terça-feira (12) durante operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
A investigação apura possíveis irregularidades em contratos de tapa-buracos e manutenção viária na Capital.
Durante entrevista ao portal Campo Grande News, Marquinhos afirmou que os contratos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande (Sisep) foram analisados por órgãos de controle e não apresentaram irregularidades.
“Não foi problema de contrato. Se tiver algo errado, foi na execução da obra. Eu tive aprovação de todos os órgãos de controle”, declarou.
O ex-prefeito também ressaltou que parte das denúncias investigadas envolve períodos posteriores ao fim de sua gestão.
“As denúncias são de 2018 a 2025, ou seja, maior parte fora da minha gestão”, afirmou.
“Tenho certeza que ele é correto”, diz ex-prefeito
Marquinhos Trad afirmou confiar na conduta de Rudi Fiorese e destacou a trajetória do engenheiro no serviço público.
“Tenho certeza que ele é correto, honesto e decente. Senão não seria diretor-presidente da Agesul”, disse.
Fiorese ocupava, até esta terça-feira, a presidência da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Após a operação, o Governo do Estado anunciou a exoneração dele do cargo.
Segundo Marquinhos, o ex-secretário foi escolhido ainda no início de sua gestão após avaliação técnica de currículo e experiência profissional na iniciativa privada.
“Eu não conhecia o Rudi. Fiz pesquisa técnica, ele era funcionário de empresa privada. Nunca me trouxe nenhum contratempo”, afirmou.
Ex-prefeito critica operações com repercussão pública
Ainda durante a entrevista ao Portal Campo Grande News, Marquinhos Trad também questionou o impacto de operações policiais antes de condenações definitivas.
“Quantas operações midiáticas já terminaram com pessoas inocentadas?”, questionou.
O vereador ainda levantou dúvidas sobre o momento da operação.
“Uma coisa me chama atenção: a proximidade das eleições”, declarou.
Gestão priorizou recapeamento, afirma Marquinhos
Ao comentar os contratos investigados, o ex-prefeito afirmou que sua administração buscou reduzir gradualmente os serviços de tapa-buracos e ampliar obras de recapeamento em Campo Grande.
Segundo ele, a estratégia foi baseada em estudos técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
“Valia mais recapear do que tapar buraco. Um buraco é tapado e vai voltar a abrir com a chuva”, afirmou.
De acordo com Marquinhos, a orientação técnica da prefeitura previa recapeamento completo de quadras quando o desgaste do pavimento atingia níveis considerados críticos.

