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Ex-secretário de Obras de Campo Grande, Rudi Fiorese é preso em operação do MPMS sobre contratos de tapa-buracos

Foto: Roberta Martins

Redação Plenax – Flavia Andrade

Atual presidente da Agesul está entre os sete presos em investigação que apura contratos de manutenção viária na Capital

O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante uma operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A ofensiva investiga contratos relacionados a serviços de tapa-buracos e manutenção de vias urbanas na Capital. Ao todo, sete pessoas foram presas.

Fiorese comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande (Sisep) entre 2017 e 2023, durante parte da gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Ele deixou a pasta após a posse da prefeita Adriane Lopes.

Atualmente, Fiorese ocupa o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), função assumida em fevereiro deste ano.

Prisão ocorreu em apartamento no Centro da Capital

A prisão foi realizada em um apartamento localizado no Edifício Solar das Garças, na região central de Campo Grande.

Segundo moradores do condomínio, cerca de quatro viaturas descaracterizadas chegaram ao local por volta das 6h, com agentes do Gecoc cumprindo a ordem judicial.

Ainda conforme relatos, os policiais recolheram materiais no apartamento antes de deixar o prédio.

Sisep também foi alvo de buscas

Além da prisão de Fiorese, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da Sisep, no Jardim Monumento.

Equipes do Ministério Público recolheram documentos, contratos, processos administrativos e arquivos ligados aos serviços de manutenção de vias pavimentadas e estradas não asfaltadas. A investigação alcança contratos firmados desde 2019.

A movimentação começou antes do horário de expediente e restringiu temporariamente o acesso de servidores ao prédio da secretaria.

Até o momento, o MPMS não divulgou oficialmente o nome da operação nem detalhou quais crimes estão sendo investigados.

Também não foram informadas as identidades dos outros seis presos nem se há empresários ou servidores públicos entre os investigados.

Governo do Estado afirma que Agesul não é alvo

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog) afirmou que tomou conhecimento da operação e ressaltou que a investigação está relacionada à atuação de Fiorese enquanto secretário municipal em Campo Grande.

Segundo o governo estadual, a Agesul não é alvo da investigação.

“A Seilog acompanha o desenrolar da investigação e está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para garantir a lisura e transparência na administração pública”, informou a pasta.

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