Redação Plenax – Flavia Andrade
A carteira de trabalho de Marcos Gabriel de Arruda Calonga, 34 anos, simboliza mais do que uma trajetória profissional: representa a saída de um ciclo de vulnerabilidade social para uma nova fase de autonomia. Morador do bairro Parati, em Campo Grande, ele vive com a esposa, quatro filhos e a sogra.
Após perder o emprego em uma lavanderia, Marcos enfrentou dificuldades para sustentar a família. Nesse período, passou a ser atendido pelo programa Mais Social, que ofereceu apoio emergencial enquanto ele buscava alternativas para reorganizar a renda familiar.
Com o suporte, ele iniciou cursos de qualificação, trabalhou como zelador e passou a atuar como barbeiro em casa. Atualmente, exerce a função de vigilante em uma entidade sindical rural. Dois de seus filhos mais velhos também ingressaram no mercado de trabalho, contribuindo para a renda familiar.
Com a melhora da situação econômica, a família decidiu deixar voluntariamente o programa. Segundo Marcos, a decisão representa o reconhecimento de que já não dependem mais do benefício.
Desde 2023, mais de 27,6 mil sul-mato-grossenses deixaram programas sociais após alcançarem maior estabilidade financeira, segundo dados do governo estadual.
O governador Eduardo Riedel afirma que a política social adotada em Mato Grosso do Sul tem como objetivo funcionar como uma ponte para a autonomia. A estratégia combina assistência imediata com ações de qualificação profissional, educação e inserção no mercado de trabalho.
“O papel do Estado é estar presente quando a família mais precisa, mas também criar condições para que ela conquiste autonomia”, destacou o governador.
De acordo com dados oficiais, o Estado registrou uma redução de 40,7% na extrema pobreza em dois anos, alcançando o terceiro menor índice do país. No mesmo período, mais de 34 mil famílias deixaram a insegurança alimentar e 44,6 mil pessoas saíram da condição de pobreza entre março de 2024 e março de 2026.
Programas como o Mais Social, o MS Supera e iniciativas de qualificação profissional integram a estratégia estadual de proteção social aliada à geração de oportunidades.
Com taxa de desocupação de 2,4%, a segunda menor do Brasil e a menor da história de Mato Grosso do Sul, o Estado vive um cenário de expansão econômica que, segundo o governo, contribui diretamente para a redução da vulnerabilidade social.
Para a gestão estadual, o avanço dos indicadores reflete uma política baseada na combinação entre crescimento econômico e inclusão social, com foco na autonomia das famílias.

