Redação Plenax – Flavia Andrade
A consolidação da Rota Bioceânica ainda depende de uma série de ajustes estruturais, regulatórios e diplomáticos para se tornar plenamente operacional. A avaliação é do ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, que destaca a necessidade de uma atuação política mais forte e técnica em Brasília para destravar os principais gargalos do projeto.
Entre as prioridades apontadas estão a harmonização das normas aduaneiras entre os países envolvidos, a ampliação de acordos fitossanitários, a integração dos sistemas de transporte internacional e a qualificação da mão de obra voltada ao setor logístico.
Com a Ponte Internacional de Porto Murtinho em fase final de execução, a expectativa é de que a estrutura central da rota seja concluída até 2026. O corredor ligará o Atlântico aos portos do Chile, no Oceano Pacífico, reduzindo o tempo de transporte de cargas para a Ásia em até 17 dias e diminuindo custos logísticos em cerca de 40%.
Segundo Azambuja, a Rota Bioceânica representa uma mudança estrutural na logística de Mato Grosso do Sul e deve impulsionar o comércio exterior do Estado. Estudos apontam potencial de crescimento nas exportações de carne bovina para o Chile, além da atração de investimentos industriais e logísticos ao longo do traçado, com impacto direto em municípios como Porto Murtinho, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Campo Grande.
Para o pré-candidato, o sucesso do corredor depende da continuidade dos investimentos e da articulação política internacional. Ele defende que Mato Grosso do Sul precisa ampliar sua representação em Brasília para garantir a conclusão da infraestrutura e a implementação dos acordos necessários.
“Meu compromisso é trabalhar para completar a infraestrutura que falta e transformar o corredor em desenvolvimento real para as famílias sul-mato-grossenses”, afirmou.

