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Reinaldo Azambuja defende respeito às necessidades de cada município e critica concentração de recursos na União

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Pré-candidato ao Senado afirma que investimentos públicos devem considerar as demandas locais e cita dificuldades financeiras enfrentadas pelas prefeituras brasileiras.

Durante agenda no interior de Mato Grosso do Sul nesta semana, o pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, defendeu que as políticas públicas e os investimentos governamentais sejam planejados de acordo com a realidade de cada município. Segundo ele, as necessidades variam entre as cidades e exigem soluções específicas.

“Alguns municípios precisam de infraestrutura, outros de atendimento à saúde, e outros ainda de oportunidades para geração de emprego e renda. Não existe solução única que sirva para todos”, afirmou.

De acordo com Reinaldo, conhecer de perto as demandas regionais é fundamental para que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente. Para ele, tanto parlamentares quanto gestores do Executivo devem direcionar investimentos conforme as prioridades apontadas pelos próprios municípios.

Municipalismo como modelo de gestão

Ao destacar sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo relembrou o modelo de gestão conhecido como municipalismo, adotado durante seus dois mandatos no Executivo estadual.

Segundo o pré-candidato, a proposta consistia em priorizar obras e investimentos indicados pelas administrações municipais, permitindo que cada prefeitura apresentasse suas principais demandas de acordo com a realidade local.

Ele afirmou que esse formato fortaleceu a relação entre Estado e municípios e continua sendo adotado pela atual gestão estadual.

Crise fiscal preocupa prefeituras

Reinaldo também citou dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) para defender mudanças na distribuição dos recursos públicos entre os entes federativos.

De acordo com levantamento da entidade, realizado com 4.172 prefeituras — o equivalente a cerca de 75% dos municípios brasileiros —, aproximadamente 80% dos gestores apontam a crise financeira como o principal desafio das administrações locais.

O estudo também mostra que 29% das prefeituras encerram o exercício com atraso no pagamento de fornecedores, enquanto 31% precisam transferir despesas para o orçamento do ano seguinte.

Dependência de recursos federais

Outro dado destacado por Reinaldo refere-se à distribuição da arrecadação tributária nacional. Segundo a CNM, 64% dos impostos arrecadados permanecem com a União, 22,5% são destinados aos estados e apenas 13,5% chegam aos municípios.

Ainda conforme o levantamento, para dois em cada três municípios brasileiros o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) representa a principal fonte de receita, o que amplia a dependência das administrações locais em relação aos repasses federais.

Na avaliação do pré-candidato, esse cenário limita a capacidade de investimento das prefeituras e dificulta a execução de políticas públicas.

“As prefeituras conhecem suas prioridades, mas o Governo Federal não ouve com atenção essas demandas e ainda destina recursos reduzidos, insuficientes para que os municípios arquem até com suas necessidades básicas”, declarou.

Os dados citados por Reinaldo têm como base o Diagnóstico Fiscal dos Municípios 2025/2026, elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

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