Redação Plenax – Flavia Andrade
Candidato ao Senado defende maior participação do Governo Federal na segurança das fronteiras e reforço da estrutura de fiscalização em Mato Grosso do Sul
O candidato ao Senado Federal Reinaldo Azambuja (PL) voltou a cobrar, nesta terça-feira (18), maior participação do Governo Federal no combate ao tráfico internacional de drogas nas regiões de fronteira. Segundo ele, Mato Grosso do Sul concentra parte significativa dos esforços e dos custos de enfrentamento a um crime que ultrapassa os limites estaduais.
Com mais de mil quilômetros de fronteira com Paraguai e Bolívia, grande parte em áreas de fronteira seca, Mato Grosso do Sul é apontado na matéria como uma das principais rotas de entrada de cocaína e maconha no Brasil.
Dados apresentados pelo candidato apontam que o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu 196,5 toneladas de drogas em 2025 e outras 96,8 toneladas no primeiro semestre de 2026. Entre 2017 e 2025, o volume acumulado chegaria a 1.348 toneladas de entorpecentes.
Para Reinaldo, a dimensão do problema exige maior presença das forças federais, com reforço de efetivo, equipamentos e tecnologia.
“O tráfico não é um problema de Mato Grosso do Sul, é um crime transnacional que abastece organizações criminosas do Brasil inteiro.”
Estado também cobra custos com presos federais
Outro ponto destacado pelo candidato é o custo da manutenção de presos federais em unidades prisionais estaduais. Segundo a matéria, Mato Grosso do Sul cobra judicialmente da União R$ 616 milhões referentes a despesas acumuladas com esses detentos.
O candidato defende a criação de uma política nacional específica para a segurança das regiões de fronteira, com prioridade para estados que fazem divisa com países utilizados como rotas do tráfico.
Entre as medidas propostas estão:
reforço do efetivo da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal;
ampliação de viaturas e equipamentos de fiscalização;
investimento em tecnologia e monitoramento da fronteira seca;
aumento dos recursos destinados às polícias estaduais;
fortalecimento das ações de inteligência contra o crime organizado.
Experiência no governo estadual
A matéria também apresenta investimentos realizados durante os oito anos de Reinaldo Azambuja à frente do Governo de Mato Grosso do Sul.
Segundo os dados divulgados, foram destinados R$ 649,7 milhões à segurança pública, com aquisição de 1.705 viaturas, R$ 80 milhões em aeronaves, contratação de 3.079 servidores, 9.747 promoções e criação de 11 núcleos de inteligência voltados ao combate ao crime organizado.
O texto também atribui às forças estaduais cerca de duas mil toneladas de drogas apreendidas em sete anos e uma taxa de elucidação de homicídios de 89%.
“Em Mato Grosso do Sul, mostramos que com investimento e inteligência é possível reduzir a criminalidade.”
Segurança de fronteira como pauta nacional
A proposta apresentada por Reinaldo está alinhada, segundo a matéria, às diretrizes do PL e ao programa “Brasil sem Medo”, que inclui o combate ao crime organizado, o fortalecimento da atuação federal nas fronteiras e investimentos na segurança pública entre suas prioridades.
O candidato afirma que pretende levar a experiência de Mato Grosso do Sul ao Senado e defender uma maior participação da União no financiamento e na estrutura das ações de segurança nas fronteiras.
Para Reinaldo, o enfrentamento ao tráfico deve ser tratado como uma questão de segurança nacional e soberania, já que, em sua avaliação, os impactos do crime ultrapassam os limites de Mato Grosso do Sul.

