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Nutrição equilibrada é essencial para produtividade e longevidade de poedeiras

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Avanço genético das aves aumenta o potencial produtivo e exige dietas cada vez mais precisas para manter desempenho, qualidade dos ovos e saúde do plantel

A evolução genética das poedeiras comerciais tem elevado continuamente a capacidade de produção de ovos. Com linhagens capazes de manter índices superiores a 90% de postura por várias semanas, muitas vezes sem aumento proporcional no consumo de ração, a nutrição se tornou um dos principais fatores para que esse potencial seja convertido em produtividade e rentabilidade.

Segundo o médico veterinário Rafael Morelato, da Auster Nutrição Animal, o avanço no desempenho também reduziu a margem para erros nutricionais. Falhas na formulação ou na qualidade das matérias-primas podem afetar o peso das aves, a produção de ovos e os resultados econômicos da granja ao longo do ciclo.

Dieta precisa acompanhar cada fase

O manejo nutricional deve considerar as diferentes etapas da vida produtiva das aves. O acompanhamento do peso corporal desde a recria e o planejamento das mudanças de ração de acordo com a idade permitem ajustar o fornecimento de nutrientes às necessidades específicas de cada fase.

Esse acompanhamento contribui para indicadores como conversão alimentar, taxa de postura, peso dos ovos, qualidade da casca e longevidade do plantel.

A qualidade da casca ganha importância ainda maior em ciclos produtivos prolongados. Embora a genética permita que as aves permaneçam produzindo em níveis elevados por mais tempo, a resistência da casca tende a diminuir naturalmente com o avanço da idade.

Saúde intestinal também depende da nutrição

Além do desempenho produtivo, a alimentação está diretamente relacionada à saúde intestinal e à resposta imunológica das aves.

O fornecimento adequado de vitaminas e minerais, o controle de micotoxinas e o uso de aditivos que auxiliem no equilíbrio da microbiota intestinal são apontados como estratégias complementares às medidas de biossegurança. Segundo Morelato, esses cuidados podem contribuir para uma melhor resposta aos programas de vacinação e para reduzir os impactos de desafios sanitários.

Outro ponto destacado é a qualidade e a biodisponibilidade dos nutrientes. O monitoramento das matérias-primas, a qualificação dos fornecedores e o conhecimento da composição dos ingredientes permitem formular dietas com maior precisão.

Enzimas podem melhorar o aproveitamento da dieta

Nesse contexto, as enzimas também aparecem como uma ferramenta para aumentar a eficiência nutricional. A Linha Aela, da Auster Nutrição Animal, desenvolvida em parceria com a AB Vista, oferece soluções de acordo com diferentes formulações de ração.

A tecnologia realiza um diagnóstico dos substratos presentes na dieta para identificar as possibilidades de aplicação das enzimas de acordo com as matérias-primas utilizadas. A proposta é melhorar a digestibilidade dos nutrientes e contribuir para a eficiência alimentar.

Nutrição como estratégia econômica

Com custos de produção elevados e margens mais apertadas, o planejamento nutricional deixa de ser apenas uma questão de desempenho zootécnico e passa a ter impacto direto na economia da atividade.

Para Rafael Morelato, o equilíbrio entre qualidade das matérias-primas, formulação adequada, monitoramento e utilização de tecnologias nutricionais pode ajudar as granjas a preservar a produtividade, melhorar o aproveitamento da ração e aumentar a rentabilidade.

Assim, acompanhar a evolução genética das poedeiras exige também uma evolução constante da estratégia nutricional, garantindo que o potencial produtivo das aves seja sustentado ao longo de todo o ciclo.

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