Redação Plenax – Flavia Andrade
Minerais, aminoácidos e extratos bioativos ganham espaço no manejo agrícola e contribuem para elevar a produtividade, reduzir impactos climáticos e fortalecer a competitividade do Brasil no campo
O avanço da agricultura brasileira passa cada vez mais pelo uso de tecnologias capazes de transformar recursos naturais em soluções que aumentam a produtividade das lavouras. Minerais, aminoácidos e extratos bioativos vêm ganhando protagonismo no manejo agrícola ao promover maior eficiência nutricional das plantas, fortalecer a resistência a estresses climáticos e ampliar o potencial produtivo das culturas.
Reconhecido como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, o Brasil mantém posição de destaque em culturas como soja, café, algodão, açúcar e na produção de carne bovina. Segundo o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, esse desempenho é resultado da combinação entre ciência, inovação e manejo adequado das lavouras.
“A nutrição está diretamente ligada à eficiência fisiológica das plantas. Quando bem nutridas, elas apresentam maior vigor, melhor arquitetura e sistemas de defesa mais eficientes, refletindo em maior sanidade, tolerância aos estresses e maior estabilidade de produção ao longo das safras”, afirma.
Recursos naturais impulsionam o desempenho das lavouras
Grande parte desse processo começa ainda na transformação de matérias-primas naturais em insumos agrícolas. Minerais como fósforo, potássio, calcário e silício passam por processos industriais que possibilitam seu uso como fertilizantes ou remineralizadores de solo, contribuindo para a reposição de nutrientes e para a melhoria das características físicas e químicas do solo.
O mesmo ocorre com micronutrientes essenciais, como manganês e zinco, que recebem tratamentos específicos para aumentar sua disponibilidade e eficiência na absorção pelas plantas.
Segundo Bruno Neves, esse trabalho permite adaptar os nutrientes às diferentes culturas e condições de solo encontradas no país.
“O caminho que vai da geologia ao campo transforma recursos naturais em nutrientes essenciais, ajustados às necessidades das plantas e às características de cada ambiente de produção, ampliando a eficiência e o uso racional dos insumos”, explica.
Aminoácidos e bioinsumos ganham espaço no campo
Outra tendência que vem se consolidando é o uso de aminoácidos de origem vegetal, animal ou microbiana na formulação de fertilizantes especiais e bioinsumos.
Esses compostos favorecem a absorção e o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas, auxiliando tanto na busca por altas produtividades quanto na recuperação das lavouras submetidas a condições adversas, como estiagens e variações extremas de temperatura.
Além disso, extratos de algas e compostos botânicos passaram a integrar estratégias modernas de manejo nutricional e fisiológico.
Ricos em substâncias bioativas, como fitormônios, antioxidantes e polissacarídeos, esses produtos estimulam o crescimento das plantas, favorecem a fotossíntese, aumentam a resistência a doenças e ajudam as culturas a enfrentar diferentes tipos de estresse ambiental.
Ciência e tecnologia fortalecem a competitividade do agro
Para Bruno Neves, a indústria de transformação exerce papel fundamental ao reunir diferentes matérias-primas e desenvolver fertilizantes especiais mais eficientes e sustentáveis.
Segundo ele, a integração entre conhecimento químico, agronômico e inovação tecnológica permite entregar soluções alinhadas às necessidades dos produtores rurais, tornando a agricultura mais produtiva e competitiva.
“É nesse elo entre natureza, ciência e tecnologia que a agricultura brasileira segue construindo sua produtividade com responsabilidade e inovação”, destaca.
O especialista ressalta que, diante de um cenário de margens cada vez mais apertadas e alta competitividade, investir em tecnologias que aumentem a eficiência no uso dos insumos tornou-se um diferencial para garantir rentabilidade e sustentabilidade ao setor.
“O sucesso da agricultura brasileira é resultado direto da capacidade de transformar conhecimento em escala de produção, com eficiência e sustentabilidade”, conclui.

