Redação Plenax – Flavia Andrade
Novo sistema integra percursos em diferentes regiões do estado, incentiva o turismo sustentável e busca impulsionar a geração de emprego e renda
O Governo de São Paulo oficializou a criação da Rede Estadual de Trilhas, iniciativa que reúne caminhos já existentes e orienta a implantação de novos percursos para fortalecer o turismo de natureza, ampliar a conservação ambiental e estimular o desenvolvimento econômico em diversas regiões do estado.
Instituída por meio de uma resolução conjunta da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), da Fundação Florestal e da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur), a rede estabelece um sistema integrado de trilhas com critérios unificados de gestão, sinalização e segurança, conectando roteiros locais, regionais e nacionais.
A proposta busca incentivar atividades como caminhadas e cicloturismo, além de ampliar o acesso da população a áreas naturais de forma organizada e sustentável.
Rede será integrada ao sistema nacional
A nova estrutura paulista funcionará em sintonia com a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, alinhando o estado às práticas de manejo sustentável adotadas em outras regiões do país. A iniciativa conta com o apoio dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.
Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, a criação da rede demonstra que desenvolvimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos.
De acordo com ela, a padronização das trilhas permitirá ampliar as oportunidades para lazer, recreação e esportes de aventura, ao mesmo tempo em que fortalece a conscientização ambiental e a conservação dos ecossistemas.
Trilhas serão classificadas por extensão
A resolução estabelece três categorias de percursos, todos destinados exclusivamente à circulação por meios não motorizados, como caminhadas e cicloturismo.
As Trilhas Locais serão destinadas a percursos curtos, que podem ser realizados em algumas horas ou em até um dia. Já as Trilhas de Longo Curso Regionais compreenderão roteiros que exigem pelo menos um pernoite e podem levar até 28 dias para serem concluídos.
As Trilhas de Longo Curso Nacionais serão formadas pela integração de diferentes percursos regionais ou nacionais, permitindo travessias superiores a 28 dias.
Projeto aposta no desenvolvimento regional
Além da preservação ambiental, a Rede Estadual de Trilhas pretende fortalecer o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e inclusão social.
A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes beneficie comunidades próximas às áreas naturais, estimulando o comércio, os serviços turísticos, a valorização da cultura local e a geração de emprego e renda.
Outro objetivo é criar uma identidade visual padronizada para as trilhas paulistas, sem abrir mão das características culturais, históricas e territoriais de cada região.
Gestão seguirá regras ambientais
Nas trilhas localizadas dentro das Unidades de Conservação, como parques estaduais, a gestão permanecerá sob responsabilidade da Fundação Florestal, respeitando os Planos de Manejo de cada área protegida.
Segundo o diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, o objetivo é garantir que o turismo de natureza aconteça de forma compatível com a conservação da biodiversidade, oferecendo infraestrutura adequada e experiências seguras aos visitantes.
Visitantes devem seguir orientações de segurança
As trilhas da rede seguirão as normas de uso público e segurança já adotadas nas Unidades de Conservação do estado.
Antes de iniciar qualquer percurso, os visitantes deverão consultar as informações oficiais disponíveis no Portal de Áreas Protegidas do Estado de São Paulo, onde é possível verificar regras de visitação, necessidade de agendamento, horários de funcionamento, nível de dificuldade das trilhas e exigências específicas para determinados roteiros.
O governo também orienta que os visitantes respeitem a sinalização, sigam as recomendações das equipes técnicas e adotem práticas de mínimo impacto ambiental, contribuindo para a preservação dos ecossistemas e para a segurança durante as atividades ao ar livre.

