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Safrinha de milho entra em fase decisiva no Cerrado com alerta para clima e avanço de pragas

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

A segunda safra de milho, considerada a mais importante do país, entrou em uma fase decisiva no Cerrado brasileiro em meio a desafios climáticos, plantio fora da janela ideal e preocupação crescente com o avanço de pragas nas lavouras.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa para a safrinha 2025/2026 é de uma produção de 108,4 milhões de toneladas. Apesar do cenário promissor, produtores enfrentam um ciclo marcado por diferenças no desenvolvimento das lavouras e maior necessidade de monitoramento no campo.

No Mato Grosso, principal produtor nacional de milho, o plantio já foi concluído, mas parte das áreas foi semeada com atraso devido à colheita tardia da soja. Para compensar o impacto, algumas regiões ampliaram a área cultivada. Ainda assim, as lavouras apresentam estágios bastante distintos, com áreas em fase inicial de germinação enquanto outras já chegaram ao florescimento.

O cenário acende o alerta para riscos relacionados ao clima, especialmente em áreas plantadas fora da janela considerada ideal, além do aumento da pressão de pragas.

Segundo Manoel Álvares, gerente de inteligência de mercado da ORÍGEO, joint venture entre a Bunge e a UPL, cada estado do Cerrado enfrenta uma realidade diferente nesta safra.

No Maranhão, a irregularidade das chuvas no fim de 2025 atrasou o plantio da soja e levou parte dos produtores a optar por culturas consideradas mais seguras. Já no Piauí, mesmo com parte da semeadura realizada fora da melhor janela e redução de área, as lavouras apresentam bom desenvolvimento. No Tocantins, boa parte do milho também foi plantada tardiamente.

Para o especialista, o momento exige decisões estratégicas e acompanhamento constante das condições das lavouras.

“Além de acompanhar o clima, o produtor precisa observar de perto a evolução da lavoura e o avanço de pragas, que podem comprometer ainda mais a produção”, afirma.

Mesmo diante dos desafios, a expectativa segue positiva para a produção de milho no Cerrado. O cereal continua entre as culturas mais relevantes do agronegócio brasileiro e deve manter papel estratégico tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.

“Planejamento, acompanhamento técnico e rapidez nas decisões fazem diferença para que o produtor consiga aproveitar melhor o potencial da safra e as oportunidades do mercado”, conclui Manoel Álvares.

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