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Exportações industriais de MS batem recorde para abril e ultrapassam US$ 660 milhões

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul atingiram US$ 660,1 milhões em abril de 2026, resultado que representa crescimento de 12% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Observatório da Indústria da Fiems.

O desempenho é considerado histórico pelo economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende. Segundo ele, este foi o melhor resultado já registrado para um mês de abril em toda a série histórica das exportações industriais sul-mato-grossenses.

Mesmo diante de oscilações no mercado internacional, a indústria segue como principal força das exportações estaduais. Somente em abril, o setor respondeu por 60% de toda a receita gerada pelas exportações de Mato Grosso do Sul. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a participação industrial alcançou 66%.

Entre janeiro e abril de 2026, a receita total das exportações industriais somou US$ 2,41 bilhões. Apesar da leve retração de 1% em relação ao mesmo período de 2025, o resultado é o segundo melhor da série histórica para o quadrimestre.

O segmento de celulose e papel lidera o ranking das exportações industriais do Estado, com receita de US$ 944,3 milhões, equivalente a 39% do total exportado. Na sequência aparecem o complexo frigorífico, com US$ 890,4 milhões e participação de 37%, e o setor de óleos vegetais e derivados, responsável por US$ 260,2 milhões.

Também aparecem entre os principais setores exportadores açúcar e álcool, siderurgia e metalurgia, extrativo mineral, couros e peles, além da indústria de alimentos e bebidas.

A China segue como principal destino dos produtos industrializados produzidos em Mato Grosso do Sul, com compras que totalizaram US$ 804,2 milhões no acumulado do ano. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 289,3 milhões, seguidos por Holanda, Itália, Turquia, Chile, Uruguai, Índia, Japão e Argentina.

Entre os produtos mais exportados pelo Estado estão as pastas químicas de madeira, que representam praticamente toda a pauta de celulose e papel, além das carnes bovinas congeladas e refrigeradas, produtos derivados da soja, açúcar de cana e álcool etílico.

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