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Riedel propõe ampliar energia limpa e manter meta de MS carbono neutro até 2030

Foto: Bruno Rezende

Redação Plenax – Flavia Andrade

Plano de governo para 2027 a 2030 prevê expansão de renováveis, biometano, hidrogênio de baixo carbono, armazenamento de energia e ações de adaptação climática

O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (Progressistas), prevê ampliar a agenda de transição energética do Estado caso permaneça no cargo entre 2027 e 2030. Entre as propostas apresentadas no plano de governo estão a expansão das fontes renováveis, o desenvolvimento de cadeias de biometano e hidrogênio de baixo carbono, o uso de combustíveis sustentáveis e investimentos em armazenamento de energia.

A principal meta ambiental apresentada no documento é atingir e demonstrar o status de Estado Carbono Neutro. A neutralidade até 2030 já integra a política climática de Mato Grosso do Sul desde a criação do Plano Estadual MS Carbono Neutro, regulamentado em 2021.

No plano para o próximo ciclo, a proposta é associar a agenda climática à infraestrutura, à produção e à atração de novos investimentos.

Gasodutos e biometano

Entre as medidas previstas está a ampliação da malha de gasodutos da MS Gás. Segundo o plano, a expansão deverá contribuir para a descarbonização das frotas que circulam no Estado e preparar a infraestrutura para receber biometano.

O documento também prevê o incentivo a novas cadeias relacionadas ao biometano, ao hidrogênio de baixo carbono e aos combustíveis sustentáveis.

A estratégia mantém uma linha que já vem sendo apresentada pelo governo estadual como parte da política de transição energética. Em setembro de 2026, a proposta foi divulgada com previsão de ampliar energias renováveis, biometano, hidrogênio de baixo carbono e sistemas de armazenamento no período de 2027 a 2030.

Armazenamento e segurança energética

A diversificação da matriz energética também aparece entre as propostas. O plano prevê ampliar a produção e o uso de energias renováveis e estimular projetos de eficiência energética.

Outra frente envolve parcerias para armazenamento e segurança energética, com destaque para sistemas de armazenamento de energia fotovoltaica, conhecidos pela sigla BESS.

A proposta busca combinar a expansão da geração renovável com mecanismos capazes de armazenar energia e aumentar a segurança do sistema.

Infraestrutura chega ao campo e ao Pantanal

O plano também prevê medidas voltadas à infraestrutura energética em áreas rurais. Uma das propostas é ampliar as redes trifásicas em assentamentos para atender pequenas propriedades e agroindústrias.

Outra medida é universalizar o programa Ilumina Pantanal para comunidades ribeirinhas do bioma.

As propostas procuram levar a discussão sobre transição energética para além dos grandes projetos de geração e aproximá-la de atividades produtivas e comunidades que dependem diretamente da infraestrutura elétrica.

Ativos ambientais e economia de baixo carbono

A agenda ambiental apresentada por Riedel também inclui a consolidação da MS Ativos Ambientais, estrutura criada pelo governo estadual para atuar em iniciativas relacionadas a mercados de carbono, serviços ambientais, restauração ecológica e bioeconomia.

O plano prevê implantar integralmente a operação da estrutura, fortalecer mercados de serviços ambientais, estimular tecnologias de baixo carbono e atrair investimentos para negócios sustentáveis.

Entre as políticas ambientais já implementadas durante a atual gestão está a Lei do Pantanal. O Estado também mantém programas relacionados a pagamento por serviços ambientais e à agenda de neutralidade de carbono.

Adaptação às mudanças climáticas

Além das ações de redução e compensação de emissões, o plano inclui medidas de adaptação às mudanças climáticas. A proposta é fortalecer as políticas estaduais e integrar o tema ao planejamento do desenvolvimento.

A estratégia apresentada relaciona ainda segurança hídrica e energética, infraestrutura e preparação para eventos climáticos às políticas de desenvolvimento urbano e regional.

O plano também estabelece uma relação entre a matriz energética sustentável e a atração de investimentos em setores que demandam grande oferta de energia, como os datacenters.

Meta para 2030

A proposta de Riedel, portanto, reúne diferentes frentes em torno da meta de neutralidade de carbono até 2030. O programa inclui expansão das fontes renováveis, infraestrutura para biometano, desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, hidrogênio de baixo carbono, armazenamento de energia e ações de adaptação climática.

A meta de tornar Mato Grosso do Sul um território carbono neutro até 2030 não foi criada no atual ciclo eleitoral: o Estado oficializou o Plano Estadual MS Carbono Neutro em 2021, com previsão de alcançar a neutralidade a partir de 2030.

No plano apresentado para 2027–2030, Riedel propõe dar continuidade e ampliar essa agenda, vinculando a política climática a infraestrutura, produção, energia e atração de investimentos.

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