Redação Plenax – Flavia Andrade
A atuação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) no enfrentamento ao surto de sarampo em 2025 garantiu reconhecimento oficial do Ministério da Saúde. Em documento enviado ao Governo do DF, a pasta federal destacou a resposta imediata, a articulação técnica entre instituições e o trabalho integrado das equipes de vigilância, considerados decisivos para a identificação precoce, investigação, contenção da doença e prevenção de novos casos.
Para o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, o reconhecimento reforça a solidez do sistema local. “Esse resultado demonstra a capacidade de resposta do nosso sistema de saúde, o empenho das equipes e a seriedade com que tratamos eventos de relevância epidemiológica. É uma conquista coletiva que fortalece a vigilância e amplia a proteção da população”, afirmou.
Vigilância ativa e ação coordenada
Durante o período, a SES-DF intensificou a vigilância epidemiológica, com busca ativa de casos suspeitos, investigação laboratorial e ampliação das estratégias de imunização. As ações incluíram vacinação em unidades da rede pública e em pontos de grande circulação, priorizando áreas com menor cobertura vacinal.
Os dados mostram o monitoramento contínuo da doença no DF. Em 2023, foram registrados 30 casos suspeitos, todos descartados. Em 2024, houve 36 notificações, também sem confirmação. Já em 2025, até a semana epidemiológica 52 (27 de dezembro), foram 72 casos suspeitos, com um caso confirmado, classificado como importado.
Após a confirmação, a resposta foi imediata. As equipes de saúde realizaram a busca ativa de 278 pessoas que tiveram contato com a paciente, que permaneceu em isolamento domiciliar. Também foram adotadas medidas como orientação clínica, verificação de cartões de vacina, bloqueio vacinal seletivo e comunicação oficial a toda a rede pública e privada de saúde.
Vacinação segue como principal proteção
Altamente contagioso, o sarampo pode causar complicações graves e até levar à morte, especialmente em crianças. A SES-DF reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e destaca a importância de manter o esquema vacinal atualizado.
Conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI), são recomendadas duas doses da tríplice viral para pessoas de 12 meses a 29 anos, uma dose para adultos de 30 a 59 anos e duas doses para profissionais de saúde, independentemente da idade.
A orientação é que a população procure a unidade básica de saúde ao apresentar febre associada a manchas avermelhadas na pele, além de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite, levando o cartão de vacinação para avaliação e atualização.

