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Renegociar ou prorrogar dívida? Fiems Conecta explica diferenças e cuidados para empresas

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Boletim Radar Conecta mostra como funcionam as alternativas e orienta empresários a avaliar custos, prazos e regras antes de alterar contratos

Empresas que enfrentam dificuldades temporárias para manter os compromissos financeiros podem recorrer a mecanismos como renegociação ou prorrogação de dívidas. Embora as duas alternativas possam ajudar a adequar os pagamentos à capacidade de caixa do negócio, elas não funcionam da mesma maneira.

A diferença é um dos temas abordados pela 4ª edição do boletim Radar Conecta, produzido pela Fiems Conecta, que reúne orientações para empresários sobre as possibilidades de reorganização de compromissos financeiros e os cuidados antes da contratação.

Na renegociação, as condições da dívida podem ser modificadas. Dependendo do acordo, podem ser alterados prazo, valor das parcelas, taxa de juros e garantias, além da possibilidade de consolidação de diferentes débitos.

Já a prorrogação consiste, principalmente, em ampliar o prazo para o pagamento da obrigação existente, sem necessariamente alterar as demais condições da operação.

Parcela menor não significa dívida mais barata

Um dos principais alertas do boletim é que uma redução no valor das parcelas ou a ampliação do prazo não representa, necessariamente, uma diminuição do custo total da dívida.

Antes de aceitar uma proposta, o empresário deve verificar os encargos envolvidos e o valor final que será pago, comparando as novas condições com aquelas previstas no contrato original.

A aprovação também não é automática. Cada solicitação passa por análise da instituição financeira, que pode considerar fatores como histórico de crédito, capacidade de pagamento, garantias e origem dos recursos utilizados na operação.

Outro ponto de atenção são as linhas de crédito que utilizam recursos públicos ou estão vinculadas a programas específicos. Financiamentos relacionados ao BNDES, por exemplo, podem seguir regras próprias para renegociação ou prorrogação.

Quatro pontos para analisar antes do acordo

O Radar Conecta apresenta quatro verificações consideradas fundamentais antes de solicitar uma alteração no contrato:

  1. Avaliar a capacidade real de pagamento
    O primeiro passo é entender quanto a empresa efetivamente consegue comprometer com o pagamento da dívida sem prejudicar o fluxo de caixa.
  2. Conferir o contrato original
    É importante verificar as condições inicialmente estabelecidas, incluindo prazos, juros, encargos e garantias.
  3. Identificar a origem dos recursos
    A fonte do crédito pode determinar quais possibilidades de renegociação ou prorrogação estão disponíveis.
  4. Verificar as regras da linha de crédito
    Programas específicos e operações com recursos públicos podem estar sujeitos a normas próprias, que precisam ser observadas antes da contratação.

Orientação para empresas

Por meio da Fiems Conecta, empresas industriais de Mato Grosso do Sul podem buscar orientação técnica para identificar oportunidades de crédito, incentivos fiscais e fontes de financiamento compatíveis com as necessidades de cada negócio.

A iniciativa também atua na conexão entre empresários, instituições financeiras e órgãos de fomento.

A íntegra da 4ª edição do boletim Radar Conecta está disponível para consulta online e reúne informações sobre renegociação e prorrogação de dívidas, além de orientações para auxiliar empresários na avaliação das alternativas disponíveis.

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