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Reinaldo Azambuja critica custo da dívida pública e defende reformas no Senado

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

O pré-candidato ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja, criticou o peso da dívida pública da União e defendeu mudanças estruturais na gestão fiscal do país. Em entrevista ao podcast do site Ponta Porã Informa, o ex-governador afirmou que o atual cenário compromete a capacidade de investimento do Estado e classificou o modelo de pagamento de juros como “agiotagem oficial”.

Segundo ele, a dívida pública brasileira já supera R$ 9 trilhões e consome valores elevados em juros, o que, na avaliação do pré-candidato, reduz a disponibilidade de recursos para áreas essenciais.

“Temos um governo que gasta muito com a própria estrutura e pouco com o cidadão. Enquanto outros países operam com menos ministérios, o Brasil mantém 38. É uma conta que não fecha”, afirmou.

Reinaldo defendeu a adoção de reformas administrativas e tributárias como forma de reorganizar o Estado e ampliar a eficiência dos gastos públicos. Ele também citou sua gestão à frente do Governo de Mato Grosso do Sul como exemplo de modelo voltado ao fortalecimento dos municípios.

“O objetivo é garantir que o imposto pago pelo cidadão retorne em infraestrutura, saúde e educação de qualidade”, disse.

Durante a entrevista, o pré-candidato também abordou o impacto da segurança pública nas contas estaduais, especialmente no contexto do tráfico internacional de drogas em regiões de fronteira. Segundo ele, Mato Grosso do Sul arca atualmente com mais de R$ 18 milhões mensais para manter presos que, em sua avaliação, seriam de responsabilidade da União.

Reinaldo afirmou que, caso essa responsabilidade fosse federalizada, os recursos economizados poderiam ser direcionados a políticas habitacionais. Ele estimou que o valor anual seria suficiente para a construção de até 7,8 mil moradias no Estado.

“É uma distorção que precisa ser corrigida em Brasília. Precisamos discutir isso no Parlamento para garantir que os recursos fiquem onde são necessários”, concluiu.

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