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Reinaldo atribui fechamento de empresas à crise econômica e critica política do Governo

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Candidato ao Senado afirma que cenário econômico tem afetado o setor produtivo e cita fechamento de lojas das Casas Bahia em Mato Grosso do Sul

O candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (222) atribuiu ao atual Governo parte da responsabilidade pelo agravamento da crise econômica e pelos impactos sobre empresas brasileiras. Durante um encontro político nesta semana, ele afirmou que mais de 1.700 empresas fecharam as portas e citou as dificuldades enfrentadas pelo setor varejista, incluindo as Casas Bahia.

Segundo Reinaldo, a combinação entre custos elevados, baixa receita e baixo crescimento econômico tem afetado empresas de diferentes segmentos. Como exemplo, mencionou o fechamento de 298 lojas das Casas Bahia no país e os prejuízos acumulados pela companhia.

“Hoje, o que está acontecendo? Está tudo caro. A receita está baixa, a economia não cresce, está estagnada. Não é à toa que a Casas Bahia está fechando 298 lojas no Brasil e acumula R$ 10,1 bilhões em prejuízos, com dívidas de R$ 17,3 bilhões. A Magazine Luiza e todo o segmento do varejo estão com dificuldades. Mais de 1.700 empresas brasileiras já fecharam as portas”, afirmou.

Em Mato Grosso do Sul, sete unidades das Casas Bahia foram fechadas, segundo informação atribuída a Carlos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). De acordo com o sindicato, as unidades estavam em Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande. Ao todo, 130 trabalhadores teriam perdido os empregos.

O candidato também criticou o nível de gastos públicos e o endividamento das famílias. Reinaldo classificou o cenário como o de um “Brasil gastador” e afirmou que o aumento do custo de vida ocorre em um momento de menor arrecadação e baixo crescimento da economia.

A fala também citou indicadores econômicos atribuídos ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como a taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre de 2026, com 5,9 milhões de brasileiros desempregados e 2,3 milhões de desalentados. O texto aponta ainda taxa de subutilização da mão de obra de 12,9% e crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em quatro trimestres.

Ao comparar a situação brasileira com a do Paraguai, Reinaldo afirmou que o comércio paraguaio tem atraído consumidores brasileiros, enquanto empresas nacionais enfrentam dificuldades. Para o candidato, o cenário reforça a necessidade de mudanças na condução da economia.

Reinaldo também recordou o período em que governou Mato Grosso do Sul e afirmou que, em 2018, havia maior disponibilidade de recursos para municípios e estados. Segundo ele, a situação teria sido diferente inclusive durante a pandemia.

Ao final, o candidato defendeu mudanças na condução econômica do país e a eleição de um Senado, em sua avaliação, mais comprometido com o setor produtivo. Também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (22) à Presidência da República.

“O que nos faz buscar um caminho melhor? A percepção sobre o país e essa responsabilidade são de todos nós. Precisamos de um presidente capaz de efetuar as mudanças de rumo necessárias e um Senado que coloque o Brasil para crescer de novo, que valorize quem produz e devolva dignidade às famílias”, afirmou.

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