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Primavera acende alerta para saúde respiratória de bebês; menores de 1 ano são os mais vulneráveis à SRAG

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Dados do Ministério da Saúde apontam que crianças nessa faixa etária tiveram a maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave; tempo seco, oscilações de temperatura e circulação de vírus exigem atenção redobrada

O que parece ser apenas um nariz entupido para um adulto pode representar um problema importante para um recém-nascido. Com vias aéreas menores e um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, os bebês estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações decorrentes de infecções respiratórias.

Dados do Ministério da Saúde mostram a dimensão desse risco. Em 2024, crianças menores de 1 ano apresentaram a maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, com 1.730 casos para cada 100 mil habitantes. Entre os casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte dos quadros de bronquiolite, 72,1% ocorreram nessa faixa etária.

Primavera reúne condições que exigem atenção

O cenário ganha importância durante a primavera, especialmente em outubro, quando períodos de baixa umidade podem se alternar com mudanças significativas de temperatura. Essas condições podem ressecar e irritar as vias respiratórias, enquanto os vírus respiratórios continuam circulando.

Nos recém-nascidos, o contato com outras pessoas é uma das principais formas de exposição aos vírus. Por isso, além das condições ambientais, a atenção aos sintomas e aos hábitos de prevenção é importante nos primeiros meses de vida.

Para a pediatra Dra. Renata Castro, o período não deve ser motivo para que os pais permaneçam em alerta permanente, mas exige uma observação mais cuidadosa do bebê.

“Recém-nascidos têm particularidades que fazem com que qualquer alteração respiratória mereça mais atenção. Eles possuem vias aéreas pequenas e ainda estão desenvolvendo suas defesas imunológicas. Por isso, dificuldade para respirar, redução importante das mamadas ou mudança no comportamento não devem ser tratadas como sinais banais”, explica.

Sintomas respiratórios merecem atenção

A obstrução nasal, por exemplo, pode interferir diretamente na alimentação do bebê. Como os recém-nascidos dependem da respiração pelo nariz durante a mamada, um quadro de congestão pode dificultar a alimentação e alterar o comportamento habitual.

A observação dos sinais apresentados pela criança é, portanto, uma medida importante para identificar alterações que possam exigir avaliação médica, especialmente quando há mudanças na respiração, na alimentação ou no comportamento.

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