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Mato Grosso do Sul entra para elite dos transplantes no Brasil e amplia estrutura de atendimento

Fotos: HRPP e HR3L

Redação Plenax – Flavia Andrade

Mato Grosso do Sul consolidou posição entre os estados com melhor desempenho proporcional em transplantes no país, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) de 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde. O avanço reforça o fortalecimento da rede estadual de captação de órgãos e ampliação da estrutura hospitalar especializada.

O Estado alcançou a 6ª colocação nacional em transplantes de fígado e também em transplantes de córnea por milhão de habitantes.

Nos transplantes hepáticos, Mato Grosso do Sul registrou taxa de 16,8 procedimentos por milhão de população. Já nos transplantes de córnea, o índice chegou a 101,9 procedimentos por milhão de habitantes, mantendo o Estado entre os destaques nacionais.

MS amplia captação de órgãos e transplantes em 2026

Dados da Central Estadual de Transplantes apontam crescimento consistente da rede estadual. Entre janeiro e abril de 2026, Mato Grosso do Sul contabilizou 25 doadores de múltiplos órgãos e 65 doadores de córneas.

No mesmo período, foram realizados:

  • 23 transplantes de fígado;
  • 31 transplantes renais;
  • 84 transplantes de córnea.

Atualmente, a fila de espera estadual conta com 367 pacientes aguardando transplante de rim, 463 esperando córnea, 15 pacientes na fila para transplante de fígado e um paciente aguardando transplante de pâncreas.

Segundo a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo, os resultados refletem o fortalecimento técnico da rede hospitalar sul-mato-grossense.

“Esse resultado demonstra o empenho das equipes hospitalares, profissionais de captação e de toda a rede envolvida. Cada doação representa uma oportunidade de salvar vidas e Mato Grosso do Sul vem consolidando um trabalho sério, técnico e humanizado”, afirmou.

Estrutura hospitalar fortalece atendimento no Estado

O crescimento no número de transplantes acompanha a ampliação da estrutura hospitalar e o aumento de unidades habilitadas para realizar exames de confirmação de morte encefálica — etapa essencial para efetivação da doação de órgãos.

Segundo Claire Miozzo, o fortalecimento da rede estadual reduziu a necessidade de encaminhamento de órgãos para outros estados e ampliou a capacidade de realização de transplantes dentro de Mato Grosso do Sul.

“Hoje o Estado possui mais hospitais habilitados e estruturados para realizar os exames necessários, o que agiliza todo o processo e beneficia diretamente os pacientes da nossa fila”, explicou.

Ela também destacou que a autorização familiar ainda é um dos principais desafios para ampliar os índices de doação.

“A conversa dentro das famílias é fundamental. Quando a família conhece o desejo do paciente em ser doador, a decisão se torna mais segura e pode transformar muitas vidas”, ressaltou.

Logística aérea acelera captação e transporte de órgãos

Outro fator apontado como decisivo para o avanço dos transplantes em Mato Grosso do Sul é o fortalecimento da logística aérea estadual.

Com apoio da Casa Militar e da Coordenadoria de Transporte Aéreo (CTA), aeronaves e equipes especializadas passaram a atuar de forma integrada em operações de captação de órgãos no interior do Estado e também em missões interestaduais.

Desde 2023, dezenas de operações aéreas já foram realizadas para reduzir o tempo de deslocamento das equipes médicas e aumentar as chances de aproveitamento dos órgãos destinados aos pacientes que aguardam na fila.

Brasil bate recorde histórico em transplantes

O avanço registrado em Mato Grosso do Sul acompanha o crescimento nacional da área. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil realizou 31 mil transplantes em 2025, maior número da história do país.

O resultado representa crescimento de 21% em comparação com 2022, quando foram registrados 25,6 mil procedimentos.

De acordo com o governo federal, o aumento é atribuído à expansão da logística do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), fortalecimento da distribuição interestadual de órgãos, ampliação das equipes de captação e aumento dos investimentos públicos no setor.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) financia cerca de 86% dos transplantes realizados no Brasil.

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