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Julho Amarelo alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Campanha reforça a importância da vacinação, da testagem e da informação para combater doenças que podem evoluir de forma silenciosa e comprometer o fígado.

As hepatites virais estão entre as doenças que mais preocupam as autoridades de saúde por sua capacidade de evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, serem diagnosticadas apenas em estágios avançados. Durante o Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre o tema, profissionais da área reforçam a importância da prevenção, da vacinação e do diagnóstico precoce para reduzir os impactos dessas infecções.

Segundo especialistas, a informação é uma das principais ferramentas para combater as hepatites, que ainda são cercadas por desinformação e preconceito, fatores que dificultam o diagnóstico e o tratamento adequado.

Falta de informação ainda é um desafio

Para a coordenadora e docente dos cursos da área da Saúde do Senac Santana do Livramento, Aurélia Ribas, ampliar o acesso ao conhecimento é essencial para reduzir a incidência da doença.

Segundo ela, muitas pessoas ainda desconhecem as formas de transmissão das hepatites virais, o que contribui para a disseminação da infecção.

“Ainda falta muito esclarecimento e informação sobre os modos de transmissão. Além da transmissão via sanguínea, alguns tipos também são transmitidos sexualmente e através da amamentação”, explica.

Formas de transmissão variam conforme o tipo da doença

As hepatites virais possuem diferentes formas de contágio.

As hepatites A e E estão associadas principalmente à transmissão fecal-oral, geralmente relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados ou a condições inadequadas de higiene e saneamento.

Já as hepatites B, C e D podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado, compartilhamento de materiais perfurocortantes e relações sexuais desprotegidas.

Por esse motivo, cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de infecção.

Entre eles estão:

não compartilhar alicates de unha, lâminas de barbear e objetos perfurocortantes;
utilizar apenas materiais esterilizados para tatuagens e piercings;
usar preservativos nas relações sexuais;
manter hábitos adequados de higiene.

Aurélia Ribas alerta que o vírus da hepatite B pode permanecer ativo por vários dias em objetos contaminados.

“A importância do cuidado com alicates de unha, agulhas de tatuagem e lâminas é fundamental. O vírus da hepatite B pode permanecer vivo por até sete dias em uma superfície dessas.”

Vacinação é uma das principais formas de prevenção

A imunização continua sendo uma das estratégias mais eficazes para prevenir as hepatites A e B.

Segundo a docente, a vacinação oferece proteção especialmente para grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes, recém-nascidos e profissionais da saúde.

“É uma proteção a mais, principalmente para gestantes, recém-nascidos, crianças e profissionais da saúde. Por isso, a vacinação é uma oportunidade de adquirir imunidade que não deve ser desperdiçada.”

Diagnóstico precoce evita complicações

Outro ponto destacado durante a campanha é a necessidade de ampliar a realização de exames.

Em muitos casos, as hepatites não apresentam sintomas por anos, fazendo com que o diagnóstico ocorra apenas quando já existem complicações graves, como cirrose ou câncer de fígado.

Segundo Aurélia Ribas, muitos pacientes descobrem a doença durante doações de sangue ou por meio da testagem rápida disponibilizada pelos serviços de saúde.

“Muitas vezes o indivíduo descobre durante a doação de sangue ou por meio da testagem rápida. Em alguns casos, o diagnóstico acontece apenas quando já existe um comprometimento maior, como cirrose ou carcinoma hepático.”

Técnicos em Enfermagem desempenham papel estratégico

A campanha também destaca a importância da atuação dos técnicos em Enfermagem na prevenção das hepatites virais.

Além do atendimento aos pacientes, esses profissionais desenvolvem ações educativas voltadas à orientação sobre vacinação, testagem, formas de transmissão e cuidados preventivos.

Entre as atividades desenvolvidas estão campanhas de educação em saúde, orientação em maternidades sobre prevenção da transmissão vertical e esclarecimentos relacionados à doação de órgãos e transplantes.

Cuidados simples fazem diferença

Durante o Julho Amarelo, especialistas reforçam que a prevenção depende, principalmente, da adoção de medidas cotidianas.

Entre as principais recomendações estão:

manter a vacinação em dia;
utilizar preservativos nas relações sexuais;
evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes;
procurar os serviços de saúde para realizar testes quando houver indicação.

Segundo Aurélia Ribas, identificar a doença precocemente aumenta as chances de tratamento adequado e reduz significativamente os danos ao fígado.

“Quanto antes evidenciamos esse diagnóstico, menos danos teremos ao organismo e melhor qualidade de vida para o paciente”, conclui.

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