Redação Plenax – Flavia Andrade
Rede pública do Distrito Federal alcança índices acima da média nacional e mantém bancos de leite classificados como padrão ouro
O Distrito Federal vem se consolidando como referência nacional em políticas públicas de aleitamento materno. No Dia Mundial do Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal destacou os avanços alcançados pela rede pública na promoção da amamentação e no cuidado materno-infantil.
Segundo a integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF, Graça Cruz, os resultados são fruto de décadas de investimento em políticas públicas e do trabalho integrado de profissionais da saúde.
A política de incentivo à amamentação no Distrito Federal começou ainda em 1993, com a criação da Lei nº 454. Desde então, diversas ações foram implementadas, incluindo a criação das Salas Douradas, do Selo Dourado e até a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos para mulheres doadoras de leite materno.
Entre as iniciativas de destaque da rede pública estão:
- o Método Canguru, que incentiva o contato pele a pele entre pais e recém-nascidos;
- a regulamentação da atuação de doulas nas unidades de saúde;
- a atuação dos 14 bancos de leite humano do DF, classificados como padrão ouro pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.
Os números também reforçam o desempenho do Distrito Federal. De acordo com o boletim mais recente da Atenção Primária à Saúde, mais de 68% das crianças menores de seis meses acompanhadas pela rede pública receberam aleitamento materno exclusivo.
O índice supera em mais de 20% a média nacional e ultrapassa a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde, que previa atingir ao menos 50% de aleitamento materno exclusivo até 2025.
Além disso, o Distrito Federal também apresentou desempenho acima da média brasileira no aleitamento materno continuado, mantido até os dois anos de idade ou mais. O percentual chegou a 72,5%, enquanto a média nacional é de 43,4%.
Para especialistas da SES-DF, o incentivo à amamentação contribui diretamente para a redução de doenças crônicas, melhora do desenvolvimento cognitivo infantil e fortalecimento da saúde materno-infantil.
As políticas de proteção ao aleitamento também seguem normas nacionais e internacionais que restringem a promoção comercial de mamadeiras, chupetas e produtos considerados substitutos do leite materno dentro das unidades de saúde, reforçando a importância da amamentação como estratégia fundamental para a saúde pública.

