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Denervação renal surge como alternativa para pacientes com hipertensão resistente no Brasil

Foto: Reprodução

Redação Plenax – Flavia Andrade

A Hipertensão arterial, considerada uma das principais ameaças à saúde pública, afeta cerca de 30% da população adulta brasileira e segue entre as maiores causas evitáveis de morte cardiovascular no país. Em casos em que a pressão permanece elevada mesmo com o uso de medicamentos, a denervação renal desponta como alternativa terapêutica inovadora e minimamente invasiva.

Conhecida como doença silenciosa, a hipertensão muitas vezes evolui sem sintomas aparentes, aumentando o risco de Infarto agudo do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e insuficiência renal.

Quando o tratamento convencional não funciona

Na maior parte dos casos, o controle da pressão envolve mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada, atividade física e uso de medicamentos. Porém, alguns pacientes desenvolvem a chamada hipertensão resistente.

Segundo o cardiologista intervencionista Rodolfo Staico, o quadro ocorre quando a pressão arterial continua alta mesmo com o uso de pelo menos três medicamentos em doses adequadas.

“Nesses casos, é fundamental investigar a adesão ao tratamento, hábitos de vida e possíveis causas secundárias.”

Como funciona a denervação renal

A denervação renal é um procedimento minimamente invasivo semelhante a um cateterismo. Por meio de uma punção na região da virilha, um cateter é conduzido até as artérias renais, onde é aplicada energia por radiofrequência para reduzir a hiperatividade dos nervos simpáticos ligados ao aumento da pressão.

“O efeito não é imediato, mas progressivo e sustentado, com melhora significativa entre um e seis meses após o procedimento”, explicou o especialista.

A técnica é indicada apenas para casos selecionados e após avaliação médica criteriosa.

Instituto Dante Pazzanese é referência

No Brasil, o acesso ao tratamento ainda está concentrado em poucos centros especializados. O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, figura entre as principais referências nacionais para realização da terapia.

Segundo especialistas, a expansão da técnica pode representar nova perspectiva para pacientes que convivem com hipertensão não controlada, melhorando a qualidade de vida e reduzindo o risco de eventos cardiovasculares e renais graves.

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