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De laboratório à startup: Programa Centelha impulsiona empresa de biotecnologia em MS

Fotos: Magdiel Trelha

Redação Plenax

Uma ideia desenvolvida no ambiente acadêmico pode ganhar escala, virar negócio e gerar impacto econômico. Em Mato Grosso do Sul, a trajetória da Selkis Biotech ilustra como o incentivo público à inovação tem transformado pesquisa científica em empresas lucrativas.

A startup, sediada no Estado, foi uma das contempladas pelo Programa Centelha 2 e atua na produção de peptídeos sintéticos — moléculas formadas por cadeias de aminoácidos com aplicação em pesquisas biomédicas, desenvolvimento de medicamentos e vacinas.

Segundo o pesquisador e fundador Ludovico Migliolo, a empresa nasceu a partir de anos de dedicação à área científica. “É uma técnica consolidada, que permite construir moléculas sintéticas com precisão. A ideia foi amadurecendo ao longo da minha carreira”, explicou.

Da pesquisa ao mercado

A criação da empresa também surgiu de uma necessidade prática: a dificuldade de inserção de mestres e doutores no mercado de trabalho. A partir dessa lacuna, o projeto ganhou contornos empreendedores.

Com o apoio financeiro do Programa Centelha, a Selkis estruturou sua operação e passou a produzir peptídeos integralmente em Mato Grosso do Sul, desde a síntese até a validação, com alto padrão de qualidade.

Para o sócio Pedro Henrique de Oliveira Cardoso, o incentivo foi decisivo para reduzir riscos e viabilizar o negócio. “A subvenção econômica trouxe segurança na transição da pesquisa para o mercado e fortaleceu a base científica da empresa”, afirmou.

Hoje, a empresa mantém estrutura própria com reagentes, resinas e aminoácidos, garantindo autonomia produtiva e competitividade no setor.

Nova edição do programa

O sucesso de iniciativas como a Selkis reforça a expectativa para a terceira edição do Programa Centelha em Mato Grosso do Sul. O Centelha 3 prevê apoio a ideias inovadoras ainda em fase inicial, especialmente nos estágios de ideação e prototipação.

Coordenado nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com instituições como Finep, CNPq, Confap e Fundação CERTI, o programa é executado no Estado pela Fundect.

O edital prevê a seleção de até 47 projetos, com aporte de até R$ 89,6 mil por proposta, além de bolsas que podem chegar a R$ 45,5 mil. O investimento total estimado é de R$ 6,3 milhões.

As inscrições ficam abertas entre 27 de março e 11 de maio de 2026, por meio da plataforma Sigfundect. Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras ou empresas com até 12 meses de criação.

Nas edições anteriores, 79 startups foram contempladas em Mato Grosso do Sul, somando mais de R$ 5,9 milhões em investimentos. Para esta nova etapa, a meta é ampliar o alcance e chegar a mil ideias inscritas.

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