Redação Plenax – Flavia Andrade
O mercado de trabalho brasileiro alcançou 62,89 milhões de vínculos formais de emprego em junho de 2026, segundo dados da RAIS Mensal divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Desde janeiro de 2023, foram registrados 10,1 milhões de novos vínculos, crescimento de 19,1%.
Somente no primeiro semestre deste ano, o país incorporou cerca de 2,2 milhões de vínculos ao mercado formal, uma expansão de 3,6% em relação ao estoque registrado no fim de 2025.
Entre os trabalhadores contratados pelo regime da CLT, incluindo temporários, foram acrescentados 4,75 milhões de vínculos desde janeiro de 2023, alta de 10,9%. O estoque passou de 43,4 milhões para 48,15 milhões em junho deste ano.
Entre os agentes públicos, o crescimento foi de 5,1 milhões de vínculos no período, chegando a 14,3 milhões em junho.
Serviços concentram maior avanço
O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto desde 2023, com 8,45 milhões de novos vínculos. O estoque passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões, elevando a participação do segmento no mercado formal de 56,5% para 60,8%.
O grupo formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais registrou crescimento de 6,03 milhões de vínculos, alta de 42,1%.
Já as atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas tiveram aumento de 1,5 milhão de vínculos, crescimento de 16%.
A Indústria acrescentou 832 mil vínculos, alta de 10%, chegando a 9,15 milhões de empregos formais. Na Construção, foram 357 mil novos vínculos, crescimento de 13,3%.
O Comércio registrou aproximadamente 340 mil novos vínculos, passando de 10,2 milhões para 10,54 milhões. Na Agropecuária, o avanço foi de 88 mil vínculos, alta de 5%.
Centro-Oeste tem crescimento acima da média nacional
Todas as regiões brasileiras apresentaram aumento no estoque de empregos formais.
Em números absolutos, o Sudeste liderou, com 3,78 milhões de novos vínculos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões.
Em termos proporcionais, o maior crescimento ocorreu no Norte, com 34,7%, seguido pelo Centro-Oeste, com 28,6%. Na sequência aparecem Nordeste (27,6%), Sudeste (14,6%) e Sul (12,3%).
Entre os estados, São Paulo teve o maior crescimento absoluto, com 1,64 milhão de novos vínculos. Minas Gerais registrou 1,29 milhão, seguido por Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil).
Nos índices proporcionais, os maiores avanços foram registrados em Roraima (70,8%), Distrito Federal (51,9%), Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%).
Mulheres ampliam participação no mercado formal
O número de vínculos ocupados por mulheres cresceu 5,36 milhões desde 2023, alta de 25%. O estoque passou de 23,34 milhões para 29,18 milhões.
Entre os homens, foram acrescentados 4,26 milhões de vínculos, crescimento de 14,5%, chegando a 33,71 milhões em junho.
Com isso, a participação feminina no estoque de empregos formais passou de 44,5% em janeiro de 2023 para 46,4% em junho de 2026.
Trabalhadores mais escolarizados ganham espaço
Os trabalhadores com ensino médio completo registraram crescimento de 20,3%, com 5,7 milhões de novos vínculos e estoque de 33,70 milhões.
Entre aqueles com ensino superior incompleto, foram criados 370 mil vínculos, alta de 16,9%.
Considerando trabalhadores com ensino superior completo ou alguma formação superior, o estoque passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões, aumento de 3,4 milhões de vínculos, ou 29,1%.
Emprego formal também avança entre idosos
Entre os jovens de até 24 anos, foram registrados 990 mil novos vínculos desde 2023, crescimento de 13,5%.
O grupo de 40 a 49 anos teve aumento de 3,05 milhões de vínculos, enquanto entre trabalhadores de 50 a 64 anos o avanço chegou a 3,26 milhões.
O maior crescimento proporcional ocorreu entre pessoas com 65 anos ou mais. O estoque passou de 993 mil para 1,64 milhão de vínculos, aumento de 731 mil postos, equivalente a 73,6%.
Vínculos crescem entre diferentes grupos raciais
Entre os trabalhadores pardos, o estoque aumentou em 12,8 milhões de vínculos, chegando a 27,34 milhões em junho de 2026.
Entre trabalhadores brancos, foram acrescentados 8,74 milhões de vínculos, alcançando 26,88 milhões.
O número de vínculos entre trabalhadores pretos cresceu 2,15 milhões, chegando a 4,66 milhões. Entre trabalhadores amarelos, o aumento foi de 320 mil vínculos, enquanto entre indígenas foram registrados mais 90 mil.
Os dados da RAIS Mensal de junho foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (13), durante cerimônia realizada na sede da pasta.

