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Gás de cozinha: cinco sinais de alerta que não devem ser ignorados

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Cheiro de gás, mangueira ressecada, regulador danificado e alterações na chama estão entre os sinais que exigem atenção dentro de casa

O gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, está presente na rotina de milhões de famílias brasileiras. Apesar de fazer parte do cotidiano, alguns sinais de problemas na instalação podem passar despercebidos e aumentar o risco de acidentes domésticos.

Cheiro incomum, mangueira ressecada ou rachada, regulador com sinais de desgaste, ruídos próximos às conexões e mudanças no comportamento da chama estão entre os principais pontos que merecem atenção.

A segurança começa pelos componentes responsáveis pela ligação entre o botijão e o fogão. O regulador de pressão reduz e controla a pressão do GLP antes que o gás chegue ao equipamento, enquanto a mangueira faz a conexão entre o regulador e o fogão. Desgastes, danos ou instalações inadequadas podem comprometer o funcionamento seguro do conjunto.

O Inmetro estabelece requisitos de conformidade para reguladores de baixa pressão destinados ao gás de cozinha e para mangueiras de PVC abrangidas pela regulamentação. Os produtos enquadrados nas normas devem atender às exigências aplicáveis e possuir registro para comercialização.

Para Pedro HS Rocha, diretor de Vendas e Marketing da Aliança Metalúrgica, os componentes da instalação nem sempre recebem a mesma atenção destinada ao fogão e ao botijão.

“É comum que as pessoas se preocupem com o estado do fogão e do botijão, mas não deem a mesma atenção ao regulador, à mangueira e às conexões. Esses componentes também precisam ser observados periodicamente. Qualquer sinal de desgaste, dano ou alteração no funcionamento deve ser avaliado antes que o problema evolua”, afirma.

Cinco sinais que merecem atenção

  1. Cheiro característico de gás

O odor é um dos principais sinais de possível vazamento. O GLP recebe substâncias odorantes para facilitar sua identificação.

Ao perceber cheiro de gás, não se deve utilizar fósforos, isqueiros ou qualquer outra fonte de chama para tentar localizar o vazamento.

  1. Mangueira ressecada, rachada ou danificada

A mangueira deve ser observada periodicamente. Ressecamento, rachaduras, deformações ou outros sinais de deterioração indicam a necessidade de interromper o uso e buscar orientação adequada.

As mangueiras de PVC para gás de cozinha abrangidas pela regulamentação do Inmetro precisam atender aos requisitos estabelecidos pelo órgão, incluindo as identificações de conformidade exigidas.

  1. Regulador desgastado ou instalado de forma inadequada

Oxidação excessiva, danos aparentes, encaixe inadequado ou alterações no funcionamento podem indicar que o regulador precisa ser avaliado.

Os reguladores de baixa pressão enquadrados na regulamentação devem possuir registro no Inmetro para serem comercializados no país.

  1. Chiado ou ruído próximo às conexões

Ruídos incomuns próximos ao botijão, regulador ou conexões podem indicar a necessidade de verificar a instalação.

Em caso de suspeita de vazamento, não é recomendado tentar fazer reparos improvisados ou desmontar os componentes por conta própria.

  1. Chama diferente do padrão habitual

Alterações na cor ou na estabilidade da chama também merecem atenção. Esse sinal, isoladamente, não permite diagnosticar um vazamento, mas pode indicar a necessidade de verificar o funcionamento do equipamento e da instalação.

Certificação também exige atenção

Na compra ou substituição de componentes, o consumidor deve verificar se o produto atende às exigências aplicáveis e apresenta as identificações obrigatórias.

No caso das mangueiras de PVC para gás de cozinha abrangidas pela regulamentação, o Inmetro determina a presença do Selo de Identificação da Conformidade e do número de registro. A comercialização de produtos enquadrados na norma sem registro ativo é considerada irregular.

O mesmo cuidado deve ser adotado na compra de reguladores de pressão. O Inmetro disponibiliza uma base oficial para consulta dos produtos com conformidade avaliada, permitindo verificar se determinada marca ou modelo possui registro.

“Na compra de qualquer componente para uma instalação de gás, o consumidor não deve olhar apenas para o preço. É importante verificar a procedência, a identificação do produto e se ele atende às normas aplicáveis. Um componente aparentemente mais barato pode não oferecer a mesma segurança de um produto regularizado”, explica Pedro.

O que fazer em caso de suspeita de vazamento

Ao sentir cheiro de gás, a prioridade é afastar as pessoas do local e evitar qualquer ação que possa produzir faísca. Interruptores, aparelhos eletrônicos, fósforos, isqueiros e o uso do celular dentro do ambiente devem ser evitados.

Se for seguro fazê-lo, o registro do gás pode ser fechado e portas e janelas podem ser abertas para favorecer a ventilação. Ventiladores e outros equipamentos elétricos não devem ser acionados.

Também não se deve utilizar fogo para tentar identificar o ponto do vazamento nem realizar consertos improvisados. Em uma situação de risco, a orientação é deixar o ambiente e procurar atendimento especializado.

“Quando existe suspeita de vazamento, a prioridade não deve ser descobrir sozinho de onde ele está vindo, mas eliminar os riscos e buscar ajuda. A prevenção começa justamente por não ignorar pequenos sinais e por manter os componentes da instalação em condições adequadas de uso”, reforça Pedro.

A manutenção preventiva ajuda a identificar desgastes antes que eles evoluam para situações de maior risco. Observar regularmente os componentes, seguir as orientações dos fabricantes e escolher produtos regularizados são medidas que contribuem para tornar o uso do gás de cozinha mais seguro.

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