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Reinaldo defende dragagem do Rio Paraguai e retomada da ferrovia

Foto: Chico Ribeiro

Redação Plenax – Flavia Andrade

Candidato ao Senado afirma que investimentos em hidrovias e ferrovias podem reduzir custos, aumentar a segurança nas rodovias e fortalecer o escoamento da produção de Mato Grosso do Sul

O ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja defende que a infraestrutura logística seja colocada entre as prioridades do próximo governo federal. Para ele, o crescimento da produção agroindustrial brasileira exige alternativas ao transporte predominantemente rodoviário, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul.

Reinaldo cita como exemplo o crescimento da produção sul-mato-grossense, que, segundo ele, dobrou em dez anos. Grande parte dessa produção é transportada por caminhões, cenário que aumenta os custos e a pressão sobre as rodovias.

“É inconcebível um Estado que produz tanto, que dobrou sua produção em dez anos, transportar tudo em caminhões”, afirma.

Dragagem do Rio Paraguai

Entre as medidas defendidas pelo candidato está a realização de obras de dragagem no Rio Paraguai, que possui mais de mil quilômetros de extensão e poderia ampliar sua participação no transporte de cargas.

Segundo Reinaldo, existem pelo menos três pontos considerados críticos para o funcionamento da hidrovia. Um deles é o Passo do Jacaré, na região da ponte ferroviária, no distrito de Porto Esperança, em Corumbá.

O local apresenta problemas de assoreamento e alteração do canal, dificultando a passagem de comboios pelo vão central da ponte. A proposta é realizar a dragagem e a retificação do canal para melhorar as condições de navegação.

Para o candidato, a medida é especialmente importante para Corumbá, que possui forte atividade mineradora.

“Hoje esse minério é transportado pela BR-262, que está sendo destruída. Precisamos sair pelo Rio Paraguai”, afirma.

De acordo com Reinaldo, a cidade, que produzia cerca de 4 milhões de toneladas de minério, atualmente movimenta 12 milhões de toneladas e poderia alcançar 30 milhões.

Menos caminhões nas rodovias

A ampliação do transporte hidroviário também teria impacto sobre a BR-262. Segundo a avaliação apresentada pelo candidato, a utilização mais intensa do Rio Paraguai poderia retirar aproximadamente mil carretas por dia da rodovia.

Além de reduzir o fluxo de veículos pesados, a medida poderia contribuir para melhorar a segurança viária e diminuir os impactos sobre a fauna do Pantanal, frequentemente atingida por veículos que trafegam pela região.

Reinaldo também defende a recuperação da Malha Oeste, ferrovia que atravessa Mato Grosso do Sul.

“A Malha Oeste precisa ser revitalizada e voltar a funcionar”, destaca.

Logística como estratégia de competitividade

Na avaliação do candidato, a combinação entre transporte ferroviário e hidroviário poderia reduzir os custos de frete e aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses nos mercados nacional e internacional.

“Além da questão da segurança, com a retirada de muitos caminhões das rodovias por conta da hidrovia e da ferrovia, o valor do frete cairia significativamente”, afirma.

A proposta também é apresentada como uma estratégia para reduzir o chamado Custo Brasil, melhorar a eficiência do transporte de grandes volumes e criar condições para o crescimento de diferentes setores produtivos.

Reinaldo defende planejamento de longo prazo

O candidato afirma que os desafios logísticos não estão restritos a Mato Grosso do Sul. Para ele, o país precisa ampliar a utilização de ferrovias e hidrovias, especialmente no transporte de grandes volumes por longas distâncias.

Nesse contexto, Reinaldo defende que a recuperação da infraestrutura seja tratada como uma política de Estado, com investimentos e planejamento de longo prazo, em vez de ações pontuais.

“É uma política de Estado, que precisa de recursos e planejamento de longo prazo, e não de ações pontuais de governo”, resume.

A proposta apresentada pelo ex-governador é priorizar a recuperação da infraestrutura logística para acompanhar o crescimento da produção, reduzir custos de transporte e ampliar a capacidade de escoamento de produtos agrícolas e minerais de Mato Grosso do Sul.

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