Redação Plenax – Flavia Andrade
Companhia comercializou 3,3 milhões de toneladas de celulose e papéis e alcançou receita líquida de R$ 11,6 bilhões no período
A Suzano encerrou o segundo trimestre de 2026 com EBITDA ajustado de R$ 4,7 bilhões, impulsionado pela melhora nos preços, no volume de vendas e na geração de caixa operacional em comparação com o trimestre anterior.
A companhia, considerada a maior produtora mundial de celulose, registrou receita líquida de R$ 11,6 bilhões entre abril e junho. As vendas totalizaram 3,3 milhões de toneladas, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose e 406 mil toneladas de papéis destinados aos segmentos de embalagens, gráficos, especiais e sanitários.
A geração de caixa operacional alcançou R$ 2,9 bilhões, enquanto o lucro líquido ficou em R$ 1,8 bilhão.
Custos permanecem sob pressão
O desempenho foi registrado em um cenário de volatilidade, marcado por pressões cambiais e aumento dos custos de insumos, especialmente em razão da alta do petróleo, que afeta toda a cadeia do setor.
Mesmo nesse ambiente, o custo caixa de produção de celulose, desconsiderando as paradas, ficou em R$ 843 por tonelada, praticamente no mesmo nível registrado no segundo trimestre de 2025.
A companhia também mantém políticas de hedge como estratégia para reduzir os impactos das oscilações no preço do petróleo Brent.
Endividamento segue entre as prioridades
A alavancagem financeira da Suzano, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,4 vezes em dólar.
A empresa afirma que a redução do endividamento continua entre as prioridades, apoiada pela geração de caixa das operações, pelos ganhos de eficiência e pela disciplina na alocação de capital.
“Entregamos um segundo trimestre sólido em um cenário de mercado volátil. Seguimos focados em eficiência operacional e na redução do nível de endividamento, o que vai reforçar a nossa resiliência e a competitividade da companhia”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.
Segundo o executivo, a empresa também pretende continuar capturando valor dos investimentos já realizados e mantendo a geração de resultados sustentáveis.
Aquisição amplia atuação no segmento de tissue
Após o encerramento do segundo trimestre, a Suzano concluiu a aquisição de 51% da Arbex, empresa global de tissue formada em parceria com a Kimberly-Clark.
A operação envolveu o pagamento de US$ 1,3 bilhão. A Arbex iniciou as atividades em 1º de julho de 2026 e atua na produção, comercialização e marketing de produtos de tissue para consumidores e clientes profissionais.
A empresa está presente em mais de 70 países, com 22 fábricas distribuídas por 14 mercados.
Os resultados da Arbex passarão a ser incorporados às demonstrações financeiras da Suzano a partir do terceiro trimestre de 2026, ampliando a participação da companhia no mercado global de produtos de higiene.

