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Zoonoses recolhe quase mil animais em 2025 e reforça vigilância contra raiva e febre amarela no DF

Arte: Agência Saúde-DF

Redação Plenax – Flavia Andrade

A vigilância em saúde do Distrito Federal intensificou, ao longo de 2025, o monitoramento de zoonoses e já recolheu quase mil animais para análise laboratorial. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) indicam que, até o início deste mês, foram recolhidos 770 morcegos — vivos e mortos —, 173 macacos e dois gambás em diferentes regiões do DF.

A medida é considerada estratégica para a prevenção de doenças que podem ser transmitidas dos animais para os humanos, como a raiva e a febre amarela. Segundo o médico infectologista Victor Bertollo, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, o recolhimento permite identificar se há circulação viral e direcionar ações preventivas. “Os agentes de vigilância ambiental recolhem os corpos desses animais para verificar a presença de vírus como o da febre amarela ou da raiva. Com isso, conseguimos reforçar medidas como vacinação humana e animal de forma mais precisa”, explica.

No caso da raiva, Bertollo alerta para a importância do atendimento imediato em situações de risco. “Mordidas ou arranhões exigem avaliação médica. Existem protocolos específicos para definir se o caso demanda apenas monitoramento ou a aplicação de soro e vacina”, destaca.

Orientações à população

O trabalho da Gerência de Zoonoses é direcionado, em regra, ao recolhimento de animais mortos — com exceção dos morcegos, que também podem ser capturados vivos. Para resgate de animais silvestres vivos, a orientação é acionar o Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA).

O contato com a Zoonoses pode ser feito pelos telefones (61) 3449-4432 ou 3449-4434.

De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Schubach, o recolhimento de animais domésticos ocorre apenas em situações específicas. “O cadáver é recolhido quando há sinais clínicos compatíveis e laudo veterinário com suspeita ou confirmação de leishmaniose visceral, raiva ou esporotricose, ou ainda quando o óbito ocorre após mordedura ou agressão envolvendo vítima humana. Animais sem vínculo epidemiológico não são recolhidos”, esclarece.

A SES-DF reforça que a população deve evitar qualquer contato direto com animais mortos, especialmente silvestres. Caso seja inevitável, o uso de luvas é indispensável, além de manter outros animais afastados. Os cadáveres não devem ser descartados no lixo comum. Em áreas de parques federais ou unidades de conservação, a orientação é comunicar imediatamente a administração do local.

A atuação preventiva da Zoonoses é considerada fundamental para proteger a saúde da população, antecipar riscos e fortalecer as estratégias de controle de doenças no Distrito Federal.

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