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“Vamos tirar o oxigênio do crime organizado”, afirma ministro sobre ofensiva financeira contra facções

Foto: Diego Campos / Secom-PR

Redação Plenax – Flavia Andrade

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Governo Federal pretende intensificar o bloqueio financeiro das facções criminosas no país por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Wellington Lima declarou que a estratégia do governo será promover uma “verdadeira asfixia financeira” das organizações criminosas.

“Produziremos uma verdadeira asfixia financeira, tirando o oxigênio do crime organizado”, afirmou o ministro.

O eixo financeiro é um dos quatro pilares centrais do programa federal e busca atingir diretamente os fluxos de dinheiro utilizados para sustentar facções criminosas em diferentes regiões do país.

Segundo o ministro, a ofensiva terá como referência ações já realizadas em grandes operações nacionais, como a Operação Carbono Oculto, considerada uma das maiores iniciativas de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado já realizadas no Brasil.

Deflagrada em 2025, a operação reuniu órgãos como Polícia Federal, Receita Federal, COAF e Ministérios Públicos estaduais para investigar esquemas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro ligados ao setor de combustíveis.

As investigações identificaram movimentação financeira bilionária e o uso de fundos de investimento e empresas para ocultação patrimonial.

“Nós temos duas referências muito sólidas e claras. A que diz respeito à asfixia financeira é exatamente a Operação Carbono Oculto”, destacou Wellington Lima.

O ministro também ressaltou a importância da chamada Lei Antifacção, em vigor desde março deste ano, que ampliou os mecanismos legais para bloqueio de bens, apreensão de patrimônio e combate financeiro às organizações criminosas.

A legislação prevê penas mais duras para líderes de facções, além de permitir bloqueio de imóveis, dinheiro, participação societária e ativos digitais, como criptomoedas.

“Com a Lei Antifacção, nós teremos a possibilidade de leilões antecipados e instrumentos mais severos para combater essas organizações”, explicou.

Segundo Wellington Lima, o Governo Federal também atua em articulação com o Judiciário e o Ministério Público para reduzir brechas legais que acabam permitindo a soltura de integrantes do crime organizado.

“Nós estamos endurecendo as disposições legais no combate ao crime organizado”, afirmou.

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê investimentos de R$ 1,06 bilhão em 2026, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada à segurança pública para estados e municípios.

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