Redação Plenax – Flavia Andrade
A Suzano alcançou um marco inédito ao comercializar 12,7 milhões de toneladas de celulose no acumulado de 12 meses entre abril de 2025 e março de 2026, o maior volume de vendas da história da companhia.
O resultado foi divulgado no balanço do primeiro trimestre de 2026 e reforça o avanço operacional da empresa, impulsionado principalmente pela entrada em operação da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo.
Mato Grosso do Sul impulsiona expansão produtiva
Segundo a companhia, a nova unidade instalada em Mato Grosso do Sul foi decisiva para ampliar a capacidade de produção e fortalecer o abastecimento de clientes em mais de 100 países.
Além da celulose, a empresa também vendeu 1,7 milhão de toneladas de papéis destinados aos segmentos de embalagens, gráficos, especiais e sanitários no mesmo período.
Resultado trimestral soma R$ 11 bilhões em receita
Somente no primeiro trimestre de 2026, a Suzano movimentou 3,2 milhões de toneladas em vendas, sendo:
- 2,8 milhões de toneladas de celulose;
- 378 mil toneladas de papel.
A receita líquida da empresa atingiu R$ 11 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado chegou a R$ 4,6 bilhões.
Na última linha do balanço, o lucro reportado foi de R$ 4,3 bilhões.
Empresa cita eficiência e cenário desafiador
De acordo com o presidente Beto Abreu, o trimestre foi marcado por desempenho sólido, mesmo diante de desafios externos como valorização do real frente ao dólar e tensões geopolíticas no Oriente Médio.
“Tivemos um primeiro trimestre sólido, com foco em eficiência operacional, disciplina de custos e redução do endividamento”, afirmou.
Dívida e custos seguem monitorados
A companhia informou que o custo caixa de produção de celulose, desconsiderando paradas operacionais, ficou em R$ 802 por tonelada no trimestre.
Já a alavancagem financeira encerrou o período em 3,3 vezes, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado. A dívida líquida totalizou US$ 13 bilhões.
Ribas do Rio Pardo ganha protagonismo industrial
Com a nova fábrica, Ribas do Rio Pardo consolida posição estratégica no setor florestal brasileiro e reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul na cadeia global de celulose.

