Redação Plenax – Flavia Andrade
Doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no país, e sintomas circulatórios podem indicar a necessidade de avaliação médica
O Setembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção das doenças cardiovasculares, reforça a importância de cuidar não apenas do coração, mas também das artérias e veias. Alterações na circulação podem provocar sinais que, em alguns casos, são ignorados até o surgimento de complicações.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares provocaram cerca de 19,8 milhões de mortes no mundo em 2022, o equivalente a aproximadamente 32% de todos os óbitos registrados no período. Mais de 80% dessas mortes estiveram relacionadas a infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
No Brasil, dados do indicador RIPSA (Rede Interagencial de Informações para a Saúde), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade, registraram 388.177 mortes por doenças cardiovasculares em 2023. Desse total, 205.159 ocorreram entre homens e 182.997 entre mulheres. A taxa bruta foi de 183,4 mortes por 100 mil habitantes.
Em agosto de 2026, a Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou a Carta do Coração, documento que defende a inclusão da saúde cardiovascular como prioridade permanente das políticas públicas. O material reúne recomendações baseadas na World Heart Vision 2030, da World Heart Federation, e destaca dados da Estatística Cardiovascular – Brasil 2023.
Entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares estão hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada. Parte desses fatores pode ser prevenida ou controlada por meio de acompanhamento de saúde e mudanças no estilo de vida.
Saúde cardiovascular vai além do coração
Para a médica cirurgiã vascular Haila Almeida, a prevenção precisa considerar todo o sistema responsável pela circulação do sangue.
“O coração não funciona de forma isolada. Ele depende de uma extensa rede de vasos que leva sangue para todo o organismo. Quando artérias ou veias apresentam alterações, o corpo pode começar a dar sinais que muitas vezes são ignorados. Prestar atenção à circulação também faz parte da prevenção cardiovascular”, explica.
Dor nas pernas durante a caminhada, inchaço persistente, sensação de peso, alterações na coloração da pele e feridas que demoram para cicatrizar estão entre os sinais que podem estar relacionados a alterações circulatórias e devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Algumas doenças vasculares também podem evoluir sem sintomas evidentes. Por isso, a identificação de fatores de risco e o acompanhamento médico são importantes para o diagnóstico e o tratamento adequados.
“Esperar a dor ficar intensa ou uma limitação surgir para procurar atendimento é um erro comum. Avaliar fatores de risco e incorporar hábitos que protejam a circulação ao longo da vida permite identificar problemas mais cedo e reduzir as chances de complicações”, afirma Haila.
Fatores de risco exigem atenção
Além dos sintomas, a prevenção envolve o acompanhamento de condições que podem comprometer a saúde cardiovascular e vascular, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.
O tabagismo, o excesso de peso, o sedentarismo e hábitos alimentares inadequados também estão associados ao aumento do risco cardiovascular. A avaliação individual permite identificar quais medidas são necessárias em cada caso.
A especialista também destaca que a avaliação com um cirurgião vascular pode ser indicada diante de sintomas relacionados à circulação ou conforme os fatores de risco apresentados pelo paciente.
Sobre a especialista
Haila Almeida é médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, com atuação voltada principalmente ao tratamento de vasinhos e varizes por meio de tecnologias a laser.
A médica também atua na formação e mentoria de profissionais da área da saúde e produz conteúdo sobre cuidados vasculares e prevenção em redes sociais.
Mais informações: Instagram de Haila Almeida

