Redação Plenax – Flavia Andrade
Alterações no intestino dos suínos podem comprometer diretamente o ganho de peso, a conversão alimentar e a uniformidade dos lotes nas granjas. Especialistas alertam que problemas intestinais muitas vezes passam despercebidos, mas impactam de forma significativa a produtividade e os resultados da suinocultura.
Considerada um dos pilares da produção animal, a nutrição precisa acompanhar as necessidades dos suínos em todas as fases da criação, desde a maternidade até a terminação. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o intestino exerce papel fundamental na digestão e na absorção dos nutrientes consumidos pelos animais.
De acordo com Mariana Rosetti, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, qualquer alteração nesse processo pode refletir diretamente no desempenho do plantel.
“Quando há falhas na digestão e absorção dos nutrientes, o impacto aparece rapidamente na saúde e na produtividade dos animais”, explica.
Entre os sinais mais comuns de problemas intestinais estão mudanças na consistência das fezes, episódios de diarreia, queda no consumo de água e ração, apatia, febre e crescimento abaixo do esperado. Em fases mais sensíveis, como o pós-desmame, também é comum observar lotes desuniformes e perda de desempenho.
Segundo Mariana, nesses casos o organismo do suíno passa a gastar mais energia para combater desequilíbrios internos, reduzindo a capacidade de conversão alimentar e ganho de peso.
A especialista destaca ainda que o intestino está diretamente ligado ao sistema imunológico dos animais. Um dos principais problemas observados nas granjas é a chamada disbiose, caracterizada pelo desequilíbrio entre bactérias benéficas e patógenos da microbiota intestinal.
“Esse desequilíbrio reduz a digestão e o aproveitamento dos nutrientes, afetando a saúde intestinal e a produtividade”, afirma.
Para auxiliar no equilíbrio da microbiota, a MCassab desenvolveu o Ative Pro Sui, aditivo probiótico formulado com bactérias selecionadas e isoladas de granjas brasileiras. O produto atua na colonização por bactérias benéficas, na redução de agentes patogênicos e no estímulo ao sistema imunológico dos animais.
Indicado da fase de creche até o abate, o probiótico pode ser utilizado tanto de forma preventiva quanto corretiva. Entre os resultados esperados estão melhora no ganho de peso, redução da conversão alimentar, aumento no consumo de ração e diminuição da mortalidade.
“Quanto mais equilibrada for a microbiota intestinal ao longo da vida do animal, maiores são as chances de alcançar bons resultados produtivos”, finaliza Mariana.

