Redação Plenax – Flavia Andrade
O sorgo vem se consolidando como uma das culturas agrícolas que mais crescem no Brasil, impulsionado pela resistência a condições climáticas adversas e pela versatilidade de uso. Nesta safra, a produção deve alcançar 7,56 milhões de toneladas, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A área plantada também registra avanço significativo e deve atingir 2,05 milhões de hectares — aumento de 25,8% em comparação ao ciclo anterior. Já a produção apresenta crescimento estimado de 23,8%, refletindo o interesse crescente dos produtores rurais.
A capacidade de tolerar períodos de estiagem tem sido um dos principais diferenciais da cultura, especialmente em regiões onde as chuvas são irregulares. Para especialistas do setor, esse fator tem colocado o sorgo como alternativa estratégica no planejamento agrícola.
“O sorgo tem sido um bom exemplo de sucesso, principalmente por suportar melhor a falta de água. Isso traz mais segurança ao produtor, que consegue manter a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores”, explica Rafael Toscano, gerente técnico comercial da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL voltada a soluções sustentáveis para o agronegócio.
Além da resistência, a cultura também se destaca pela diversidade de aplicações. O sorgo pode ser utilizado na alimentação animal, produção de silagem, fabricação de etanol e em diferentes processos industriais, ampliando as possibilidades de comercialização.
De acordo com Toscano, o avanço da cultura está diretamente ligado à combinação entre demanda de mercado e estabilidade produtiva. “O sorgo entrega exatamente o que o agricultor precisa hoje: previsibilidade e segurança.”
A tendência, segundo o especialista, é de continuidade no crescimento. Com os números projetados pela Conab, o sorgo deixa de ser uma cultura complementar e passa a ocupar papel estratégico no planejamento das lavouras brasileiras.

