Redação Plenax
Uma iniciativa pioneira está transformando o atendimento em saúde na Curitiba. Pela primeira vez, todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital passam a receber, de forma contínua, intervenções de palhaçaria hospitalar. A ação integra a terceira edição do projeto “De Nariz para Nariz”, desenvolvido pela Associação Nariz Solidário.
O projeto amplia o alcance da arte em ambientes de urgência e emergência, chegando também ao Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, e à UPA de Fazenda Rio Grande. A proposta é levar acolhimento a pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde por meio de intervenções artísticas baseadas no improviso e na interação.
Além das UPAs, a iniciativa atua em unidades como o Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e outros equipamentos vinculados à Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) e à Secretaria Municipal de Saúde.
Com financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto prevê a realização de 150 intervenções ao longo de 12 meses, com impacto estimado em cerca de 15 mil pessoas. Até o momento, mais de 17 mil atendimentos já foram realizados em Curitiba e cidades da região metropolitana.
Segundo o diretor artístico da ONG, Eduardo Roosevelt, a expansão representa um avanço na integração entre arte e saúde, oferecendo suporte emocional em momentos de vulnerabilidade. A proposta dialoga diretamente com diretrizes do Programa Nacional de Humanização Hospitalar, que reconhece o cuidado emocional como parte essencial do tratamento.
Gestores da rede pública destacam que a presença dos artistas contribui para tornar o ambiente mais leve, beneficiando não apenas os pacientes, mas também as equipes que atuam sob pressão constante nas unidades de urgência.
Além das intervenções, o projeto também investe em formação e disseminação do conhecimento, com encontros nacionais, palestras gratuitas e rodas de conversa sobre o papel da palhaçaria na educação e na saúde.
A iniciativa conta com apoio de instituições públicas e privadas, consolidando-se como uma das principais ações de humanização hospitalar em curso no país.

