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Osteoporose pode avançar sem sintomas e ter fratura como primeiro sinal, alerta INTO

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

No Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta terça-feira (20), instituto reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce

A osteoporose pode evoluir silenciosamente e ser descoberta apenas após uma fratura. O alerta é do geriatra Rodrigo Buksman, da Área de Medicina Interna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), que destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para evitar complicações que comprometem a mobilidade e a autonomia, especialmente entre os idosos.

Segundo estimativas citadas pelo especialista, uma em cada três mulheres com mais de 50 anos sofrerá uma fratura relacionada à osteoporose ao longo da vida. Entre os homens, a proporção é de um em cada cinco.

A doença enfraquece os ossos ao reduzir progressivamente sua resistência. Isso ocorre porque o tecido ósseo passa por um processo contínuo de renovação, mas, com o avanço da idade, a perda óssea tende a superar a formação de novo tecido.

“O osso é um tecido que se constrói e se destrói o tempo todo, em um mecanismo contínuo. Com o avanço da idade, passamos a destruir mais do que construir. Ou seja, a perda de tecido ósseo supera sua reposição, o que leva à redução progressiva da resistência do esqueleto”, explica Buksman.

Um dos principais desafios é que a osteoporose geralmente não provoca sintomas nas fases iniciais. A perda de massa óssea acontece gradualmente, sem que a pessoa perceba, e a primeira manifestação pode ser uma fratura após um trauma leve, como uma queda da própria altura.

Além do envelhecimento, outros fatores aumentam o risco da doença, entre eles histórico familiar de osteoporose ou fraturas, baixo peso corporal, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e deficiência de cálcio e vitamina D.

As mulheres são mais afetadas, sobretudo após a menopausa. A redução dos níveis de estrogênio nesse período acelera a perda de massa óssea, conforme explica o geriatra.

Diagnóstico e prevenção

A densitometria óssea é o exame utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos e identificar a osteoporose. Em geral, é recomendada para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, mas pode ser indicada antes dessas idades, conforme os fatores de risco e a avaliação médica.

A investigação também considera o histórico clínico e a ocorrência de fraturas anteriores. Outra ferramenta que pode auxiliar na avaliação é o FRAX, questionário que estima a probabilidade de fraturas com base em fatores de risco individuais.

Os cuidados com a saúde óssea devem começar na infância, fase importante para a formação do pico de massa óssea. “É nessa fase que constituímos uma reserva para o resto da vida”, ressalta Buksman.

Entre as medidas preventivas estão a prática regular de atividades físicas, a alimentação equilibrada e o consumo adequado de cálcio, vitamina D e proteínas. A exposição solar segura também contribui para a saúde dos ossos. Na vida adulta, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool ajuda a preservar a massa óssea.

Para os idosos, a prevenção de quedas é uma medida importante para reduzir o risco de fraturas. As recomendações incluem exercícios para melhorar o equilíbrio, avaliação da visão, revisão dos medicamentos utilizados e adaptações na casa, como retirar tapetes soltos e instalar barras de apoio.

No caso das mulheres, a menopausa é um momento oportuno para avaliar individualmente o risco de fraturas, verificar a necessidade de densitometria óssea e discutir com o médico os riscos e benefícios da reposição hormonal.

Tratamento ajuda a preservar a autonomia

A osteoporose tem tratamento. Existem medicamentos que reduzem a reabsorção óssea — processo de perda de tecido ósseo — e outros que estimulam a formação de osso novo. A escolha depende da gravidade da doença, do risco de fraturas e das características de cada paciente.

O acompanhamento médico é fundamental para definir a abordagem mais adequada. Em geral, o tratamento é de longo prazo e busca prevenir fraturas, preservar a mobilidade e manter a qualidade de vida.

“Quem tem osteoporose deve conversar com o médico especialista para definir o tratamento adequado. Em geral, é um tratamento de longo prazo, que busca evitar fraturas, preservar a mobilidade e permitir que as pessoas envelheçam com autonomia e qualidade de vida”, conclui o geriatra.

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