Redação Plenax – Flavia Andrade
A Orquestra de Câmara do Pantanal, do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, será um dos destaques da programação do Festival América do Sul 2026, em Corumbá. A participação inclui três momentos especiais entre os dias 14 e 16 de maio, com apresentações musicais, oficina cultural e o tradicional Quebra-Torto com Letras.
O grande destaque da programação acontece na abertura oficial do festival, no dia 14, às 19h, no Porto Geral de Corumbá, com o concerto “Mercedes Sosa – A Voz da América do Sul”. O espetáculo reúne músicos da Orquestra de Câmara do Pantanal e da Orquestra Sinfônica de Campo Grande em uma homenagem à cantora argentina Mercedes Sosa, considerada um dos maiores nomes da música latino-americana.
Com direção musical e arranjos do maestro Eduardo Martinelli, o concerto terá interpretações das cantoras Juci Ibanez, Lorrayne Espíndola e Marta Cel. O cantor Virgílio Miranda participa em um momento especial do espetáculo com o dueto “Años”, eternizado por Mercedes Sosa e Pablo Milanés.
Segundo a diretora artística do Moinho Cultural, Márcia Rolon, abrir o festival com um tributo à música latino-americana reforça a identidade cultural da fronteira.
“A OCAMP leva, nesse palco, a musicalidade da fronteira em diálogo com a identidade cultural de todo o continente”, destacou.
Além das apresentações musicais, a sede do Moinho Cultural também receberá a Oficina Ciclo Aberto: Do Malote à Criação, ministrada por Monique Klein, com atividades nos três dias do festival.
Outro momento tradicional da programação será o Quebra-Torto com Letras, realizado no dia 15 de maio, reunindo literatura, oralidade e memória cultural. A abertura contará com apresentação da Orquestra Sinfônica Juvenil do Moinho Cultural, seguida de bate-papo com as escritoras Rai Soares, Raquel Medina e Jusley Sousa, com mediação de Jordana Xavier.
No encerramento da programação, no dia 16, a Orquestra de Câmara do Pantanal sobe ao palco ao lado de Marcos Asunção e Ossuna Braza.
Com 21 anos de atuação na fronteira entre Brasil e Bolívia, o Instituto Moinho Cultural já beneficiou mais de 25 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, consolidando-se como referência regional em formação artística e inclusão cultural.

