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Operação em cinco estados mira ligação do PCC com setor de combustíveis e fintechs

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Redação Plenax – Flavia Andrade

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e pela Receita Federal investiga a atuação do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis em cinco estados brasileiros.

Batizada de Operação Fluxo Oculto, a ação ocorre em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com o objetivo de desmontar um esquema envolvendo fraudes fiscais, sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis.

Segundo as investigações do Ministério Público de São Paulo, o grupo criminoso teria criado uma estrutura financeira paralela utilizando seis fintechs para movimentar recursos ligados a distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento supostamente associados à facção.

As autoridades apuram ainda o desvio de nafta petroquímica, derivado utilizado como solvente industrial, para abastecer terminais e postos de combustíveis, prática que pode estar relacionada à adulteração de combustíveis comercializados ao consumidor.

De acordo com o Ministério Público, empresas de fachada também eram utilizadas para operacionalizar a venda irregular de solventes e movimentações financeiras suspeitas.

Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos e dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

A Operação Fluxo Oculto é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, investigação anterior que revelou indícios da infiltração do crime organizado no mercado de combustíveis e em instituições financeiras paralelas.

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