Redação Plenax – Flavia Andrade
Serviço atende mulheres em situação de violência e cuidadoras de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras
Mulheres de Mato Grosso do Sul que estejam ou tenham estado em situação de violência ou que sejam cuidadoras de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem acessar gratuitamente o teleatendimento em saúde mental oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço está disponível para mulheres de todo o Brasil e pode ser agendado pelo aplicativo Meu SUS Digital.
A iniciativa integra o Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, que disponibiliza até 100 mil teleatendimentos por mês. A proposta amplia o acesso ao cuidado para mulheres que enfrentam dificuldades de deslocamento, falta de tempo ou outras barreiras para buscar atendimento presencial.
O serviço contempla mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que desempenham atividades de cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
Como acessar o atendimento
Para utilizar o serviço, é necessário acessar o aplicativo Meu SUS Digital com uma conta gov.br. Na plataforma, a usuária deve entrar em “Miniapps” e selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
Na sequência, será direcionada para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), onde deverá realizar o cadastro e informar se está vivendo ou já viveu algum tipo de violência ou se é cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.
Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até a data agendada, serão enviados lembretes e, no dia do atendimento, o link para acesso à consulta virtual.
Atendimento para mulheres em situação de violência
Nos casos relacionados à violência, o primeiro contato será utilizado para avaliar possíveis riscos, a rede de apoio disponível e as principais demandas da mulher. Cada usuária poderá realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário.
Ao término do acompanhamento, poderá haver encaminhamento para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede. O CAPS também pode ser procurado diretamente pela usuária.
O teleatendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A equipe é formada por psicólogas mulheres, com o objetivo de proporcionar maior segurança e conforto durante o atendimento.
As profissionais foram capacitadas pelo Ministério da Saúde para realizar escuta sensível em ambiente virtual e identificar situações de risco.
Casos de risco
Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a procurar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou a Polícia Militar, pelo 190.
Nos casos considerados graves, mas que não exigem intervenção emergencial naquele momento, os profissionais responsáveis pela articulação do cuidado poderão realizar os encaminhamentos necessários junto aos serviços de saúde do território, de acordo com as necessidades identificadas.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a proposta busca oferecer o teleatendimento como uma primeira porta de entrada para o acolhimento e o início do plano terapêutico, com posterior articulação com a rede de saúde dos estados e municípios.
“A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, no estado e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto. A saúde da mulher é prioridade absoluta para nós”, afirmou.

