Redação Plenax – Flavia Andrade
Medicamento de ação prolongada começa a substituir a insulina NPH para crianças, adolescentes e idosos com diabetes, conforme critérios do Ministério da Saúde
Mato Grosso do Sul recebeu 5.156 tubetes de insulina glargina e 1.409 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para substituir gradualmente a insulina NPH por uma opção mais moderna e de ação prolongada no tratamento de pacientes com diabetes.
Em todo o país, já foram enviados cerca de 383 mil tubetes da insulina glargina aos estados. A previsão é de que a distribuição seja concluída até o fim deste mês.
Quem poderá receber a nova insulina
Nesta primeira etapa, o medicamento será destinado a:
crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1;
pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A substituição do tratamento dependerá de avaliação clínica realizada pela equipe de saúde e da prescrição médica.
Medicamento reduz número de aplicações
A insulina glargina é considerada um medicamento de ação prolongada e oferece maior estabilidade no controle da glicemia.
Em muitos casos, ela permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.
Segundo o Ministério da Saúde, o novo tratamento também reduz o risco de episódios de hipoglicemia, facilita a adesão ao tratamento e contribui para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Como solicitar o tratamento
Os pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com a receita médica devidamente emitida e assinada.
Pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina para pacientes elegíveis.
Após a avaliação clínica, a equipe multiprofissional orientará sobre o uso correto do medicamento, técnica de aplicação e armazenamento adequado.
Além dos tubetes de insulina, os pacientes receberão uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, além das agulhas necessárias para a aplicação.
Produção nacional fortalece abastecimento
A adoção da insulina glargina no SUS faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca ampliar a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento da rede pública de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, a transição para o novo tratamento ocorrerá de forma gradual em todo o país, garantindo acompanhamento dos pacientes e segurança durante a substituição da terapia.

