Redação Plenax – Flavia Andrade
Cerca de 300 motociclistas participaram, na manhã desta terça-feira (19), de uma ação educativa voltada à segurança no trânsito dentro da programação do Maio Amarelo. Com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, o evento promoveu atividades interativas e orientações sobre prevenção de acidentes.
A iniciativa reuniu instituições como o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, CET-Rio, Detran-RJ, Rio Ônibus, Operação Lei Seca e Secretaria Municipal de Saúde.
Durante o circuito educativo, os motociclistas participaram de experiências práticas sobre os riscos no trânsito. Uma das atividades aconteceu dentro de um ônibus, onde os participantes receberam orientações sobre os chamados “pontos cegos” — áreas que ficam fora do campo de visão do motorista e aumentam o risco de acidentes.
“O motorista realmente não consegue enxergar tudo ao redor do veículo. O ideal é manter distância segura para garantir visibilidade”, explicou o bombeiro civil Fabrício Maximiliano durante a atividade.
O evento também contou com simulações sobre os efeitos do excesso de velocidade na percepção visual, testes com óculos que reproduzem os efeitos do consumo de álcool e drogas ilícitas e um simulador em realidade virtual sobre acidentes envolvendo motociclistas.
Ao final das atividades, os participantes receberam materiais informativos e equipamentos de proteção, como antenas corta-pipa e coletes refletivos. Também foram distribuídos lanches e brindes oferecidos por empresas parceiras, entre elas iFood e 99.
Além da conscientização no trânsito, a ação disponibilizou serviços de saúde aos participantes, incluindo vacinação contra influenza, febre amarela e tríplice viral, distribuição de autotestes para HIV e sessões de auriculoterapia.
O entregador por aplicativo Rafael Vargas, de 35 anos, destacou a importância de iniciativas voltadas à prevenção.
“É importante não só para os motociclistas, mas para todos que convivem no trânsito diariamente. Segurança precisa vir sempre em primeiro lugar”, afirmou.
Segundo Mariana Maciel, chefe da área de Projetos do INTO, grande parte dos pacientes atendidos pela instituição após acidentes de moto enfrenta longos períodos de recuperação.
“Muitos são jovens em idade produtiva e sofrem impactos que vão muito além do atendimento inicial. Por isso, ações de prevenção e educação no trânsito são fundamentais”, ressaltou.

