Redação Plenax – Flavia Andrade
Make Wave 2026 reuniu executivos para discutir como tecnologia, comportamento, criatividade e dados estão transformando decisões e relações entre marcas e consumidores
O avanço da inteligência artificial, a disputa cada vez maior pela atenção do público e o crescimento da influência dos creators estão mudando a forma como empresas do agronegócio se comunicam e tomam decisões. Mais do que acompanhar essas transformações, o desafio passou a ser identificar quais movimentos podem ser convertidos em estratégia e resultado para os negócios.
O tema esteve no centro do Make Wave 2026, realizado na quinta-feira (27), em São Paulo. Promovido pela Make ID, o encontro reuniu executivos de empresas do agronegócio e de outros setores, além de profissionais de marketing, comunicação, inovação e imprensa especializada.
A programação abordou tendências relacionadas à inteligência artificial, comportamento, criatividade, estratégia, dados, performance, mídia, influência, confiança, creators e experiência do cliente.
A curadoria apresentada no evento foi construída a partir de discussões acompanhadas pela Make ID em fóruns internacionais de inovação e criatividade, como SXSW Austin, SXSW London, Web Summit Rio e São Paulo Innovation Week (SPIW).
A proposta foi aproximar essas discussões da realidade das empresas brasileiras e mostrar como mudanças globais de comportamento e tecnologia podem influenciar decisões de negócio.
Para Simone Rodrigues, CEO da Make ID, a capacidade de interpretar essas transformações será cada vez mais importante para as organizações.
“Temos uma história profundamente conectada ao agronegócio e crescemos acompanhando a transformação desse mercado. Isso nos deu repertório e conhecimento para entender suas particularidades, mas também a responsabilidade de provocar novas discussões e trazer novas perspectivas para nossos clientes. Nosso papel hoje é conectar o agro ao que há de mais relevante em criatividade, tecnologia, comportamento e negócios no mundo e transformar essa leitura em estratégia e valor”, afirma.
Tecnologia precisa chegar aos negócios
Entre os participantes da programação estiveram representantes de empresas como Bayer, Scania, John Deere, Mosaic, MSD Saúde Animal, Kyra Pesquisa e Trends on Influence. As discussões abordaram maneiras de aplicar tecnologia, criatividade, dados e estratégia para ampliar a competitividade das empresas.
Para Celso Batistella, diretor de Inteligência de Mercado e Comunicação da Bayer, encontros como o Make Wave ajudam a levar para o setor discussões que acontecem nos principais polos de inovação do mundo.
“A Make tem essa capacidade de provocar discussões relevantes e conectar clientes ao que está acontecendo de mais inovador no mundo. Poder acessar os principais debates do SXSW e trocar experiências com outras empresas ajuda a entender como usar tecnologia e inovação a favor dos negócios”, explica.
Na avaliação do executivo, o contato com experiências de diferentes empresas e setores também pode acelerar a identificação de soluções aplicáveis aos negócios.
A necessidade de filtrar o grande volume de informações disponível foi outro ponto destacado durante o encontro. Para Márcio Furlan, diretor de Marketing, Comunicação e Experiência do Cliente da Scania no Brasil, a curadoria das tendências é fundamental para transformar informação em conhecimento útil.
“Nem todo mundo consegue participar dos principais fóruns de inovação. O diferencial da Make é fazer essa curadoria, filtrar os temas mais relevantes e direcionar a discussão para aquilo que realmente faz sentido para as empresas. Isso provoca novas formas de pensar e leva insights que podem ser aplicados no dia a dia dos negócios”, afirma.
Criatividade ganha espaço na estratégia
Com o acesso à tecnologia cada vez mais disseminado, outro desafio apontado no evento foi encontrar formas de diferenciação. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser uma ferramenta que precisa estar associada à capacidade de interpretar contextos e desenvolver soluções relevantes.
Para José Francisco Barbosa, diretor de Estratégia da Make ID, a troca entre empresas e especialistas ajuda a ampliar esse repertório.
“Reunimos grandes marcas, clientes e especialistas para oxigenar estratégias de marketing e comunicação e olhar para o futuro dos negócios. Mais do que discutir tendências, queremos ampliar perspectivas e estimular novas formas de pensar os desafios que já estão na mesa das empresas”, afirma.
O movimento é especialmente relevante para o agronegócio, setor que passa por transformações na produção, no consumo e na relação entre empresas, produtores e demais integrantes da cadeia.
Nesse cenário, inteligência artificial, dados e novas ferramentas tecnológicas ampliam as possibilidades de atuação, mas a interpretação dessas informações e a definição de como utilizá-las continuam dependendo de decisões estratégicas.
O Make Wave 2026 colocou essa combinação entre tecnologia, criatividade, comportamento e capital humano no centro do debate sobre o futuro dos negócios. A discussão aponta para um cenário em que acompanhar tendências será apenas uma etapa do processo: o diferencial estará na capacidade das empresas de selecionar o que é relevante e transformar essas mudanças em ações concretas.

