Redação Plenax – Flavia Andrade
As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de mortes no Brasil e, nesse cenário, o Infarto Agudo do Miocárdio aparece entre os quadros mais graves. Dados do Sistema Único de Saúde e do Ministério da Saúde indicam que o país registra entre 300 mil e 400 mil casos por ano. A estimativa aponta que, a cada cinco a sete ocorrências, uma termina em óbito.
Mesmo com avanços no tratamento, especialistas alertam que o principal obstáculo continua sendo a demora do paciente em procurar atendimento médico.
Segundo o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães, muitos casos se agravam porque as pessoas esperam os sintomas desaparecerem ou tentam interpretar sozinhas o que estão sentindo.
“O maior atraso no tratamento do infarto não está no hospital, mas na decisão do paciente de buscar ajuda. Muitas pessoas aguardam a dor passar e isso pode comprometer completamente o resultado do tratamento”, explica.
O médico destaca que um dos erros mais frequentes é minimizar os sinais iniciais. Sensações como pressão no peito, aperto ou desconforto costumam ser ignoradas, embora possam indicar um quadro cardíaco grave.
“Cada minuto conta. Esse tempo de espera pode representar maior dano ao coração”, alerta.
Outro fator que contribui para o atraso é a confusão dos sintomas com problemas menos graves, como ansiedade, estresse ou questões gástricas. Nem sempre o infarto se manifesta como uma dor intensa, o que pode dificultar o reconhecimento imediato.
A automedicação também preocupa. Ao tentar aliviar o mal-estar por conta própria, o paciente pode mascarar sintomas importantes e retardar a ida ao hospital.
Na cardiologia, existe um princípio direto: tempo é músculo. Quanto mais rápido o atendimento ocorre, maiores são as chances de preservar a função do coração e evitar complicações severas.
Entre os principais sinais de alerta estão dor ou desconforto no peito com irradiação para braço, costas, mandíbula ou pescoço, além de falta de ar, suor frio, náusea e tontura. Em mulheres, idosos e pessoas com Diabetes Mellitus, os sintomas podem ser mais discretos.
A recomendação médica é objetiva: diante de qualquer suspeita, procurar socorro imediatamente.
“Na dúvida, o paciente deve buscar atendimento urgente e nunca esperar os sintomas passarem”, finaliza Dr. Raphael Boesche Guimarães.

