Redação Plenax
O Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, passou a adotar um novo fluxo para liberação de medicamentos, com foco na segurança dos pacientes. Agora, todas as prescrições médicas são analisadas previamente pela equipe de farmácia clínica antes da dispensação.
A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, implementou a mudança com apoio da plataforma digital MV Soul, que integra as etapas de prescrição, validação e entrega dos medicamentos.
Com o novo modelo, o farmacêutico clínico passa a atuar como peça central no processo. Antes, a medicação era liberada diretamente após a prescrição médica, com análise posterior. Agora, a avaliação ocorre antes da dispensação, permitindo identificar possíveis falhas, como erros de dosagem, interações medicamentosas, duplicidade de tratamentos e inadequações clínicas.
O processo ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, abrangendo todas as prescrições feitas nesse período. Em casos de urgência, o fluxo é flexibilizado para garantir rapidez no atendimento.
Implantação gradual
A mudança vem sendo implementada de forma progressiva. A primeira etapa começou em outubro de 2025, nas áreas de UTI adulta e clínica médica. Atualmente, o modelo está sendo ampliado para a UTI neonatal e a pediatria.
A iniciativa foi desenvolvida com base em experiência anterior no Hospital Cidade do Sol, também administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, que já adotava rastreabilidade completa de medicamentos.
Segundo a equipe responsável, a adesão dos profissionais tem sido positiva, sem resistência significativa por parte dos médicos. Muitos já estavam familiarizados com esse tipo de protocolo em unidades privadas.
Mais controle e qualidade no atendimento
Hoje, cerca de 260 prescrições são analisadas diariamente no hospital. Ainda pouco difundido na rede pública, o modelo coloca o Hospital Regional de Santa Maria como uma das unidades pioneiras no Distrito Federal na adoção desse tipo de controle.
A expectativa é que a prática seja expandida para toda a unidade até o fim do ano, fortalecendo a segurança do paciente e a qualidade dos serviços prestados.

