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Governo Federal reforça preparação para enfrentar possíveis impactos do El Niño no Brasil

Foto: Diego Campos / Secom-PR

Redação Plenax – Flavia Andrade

Ministro Waldez Góes afirma que país está mobilizado com plano de contingência, monitoramento permanente e integração entre órgãos federais, estados e municípios

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quinta-feira (18) que o Governo Federal está preparado para enfrentar possíveis impactos provocados pelo fenômeno climático El Niño em diferentes regiões do país. A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o ministro, uma ampla estrutura de monitoramento e resposta foi organizada para acompanhar a evolução do fenômeno e agir rapidamente em caso de emergências climáticas.

“Estamos com uma sala de situação montada pelo Governo do Brasil e com 20 ministérios mobilizados. A vigilância é permanente e os órgãos responsáveis atuam de forma integrada para acompanhar qualquer alteração climática que possa gerar impactos à população”, destacou.

Entre as instituições envolvidas estão a Defesa Civil Nacional, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mantêm reuniões frequentes com as defesas civis estaduais e municipais.

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de alterar os padrões climáticos em diversas partes do mundo. No Brasil, seus efeitos costumam provocar aumento das chuvas na Região Sul e períodos de estiagem mais severa nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com Waldez Góes, embora os avanços tecnológicos permitam maior capacidade de previsão, eventos climáticos extremos continuam representando desafios para os órgãos de monitoramento.

“Nós temos observado uma intensificação na frequência e na intensidade desses eventos. Os modelos matemáticos ajudam, mas nem sempre conseguem prever com total precisão situações extremas”, explicou.

Resposta rápida a emergências

O ministro ressaltou que a atuação do Governo Federal ocorre de forma imediata após o reconhecimento oficial de situações de emergência ou calamidade pública. Segundo ele, esse reconhecimento permite mobilizar toda a estrutura federal para prestar assistência às populações atingidas.

Ao citar episódios recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a estiagem na Região Norte e eventos climáticos severos registrados no Paraná, Waldez Góes afirmou que o Governo Federal disponibilizou recursos financeiros, equipes técnicas, equipamentos e apoio logístico para auxiliar estados e municípios.

“Nunca faltaram recursos humanos, orçamentários e financeiros para atender situações emergenciais. O Governo Federal sempre esteve presente para oferecer ajuda humanitária, apoiar a reconstrução e garantir respostas rápidas às populações afetadas”, afirmou.

Sala de situação acompanha cenários em tempo real

Uma das principais ferramentas utilizadas pelo governo é a sala de situação, criada para monitorar em tempo real os efeitos dos eventos climáticos e coordenar ações de resposta entre os diversos órgãos federais.

Segundo o ministro, a iniciativa permite maior agilidade na tomada de decisões e na mobilização de recursos, incluindo o apoio das Forças Armadas quando necessário.

“O presidente Lula determinou que todos os órgãos atuem de forma integrada. Em diferentes situações, utilizamos equipamentos, tecnologia, pessoal especializado e até estruturas das Forças Armadas para garantir assistência às pessoas atingidas”, destacou.

A expectativa do governo é manter o monitoramento contínuo dos efeitos do El Niño ao longo dos próximos meses, período em que meteorologistas indicam a permanência do fenômeno até o verão.

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