Redação Plenax – Flavia Andrade
O Governo do Brasil oficializou o novo Plano Nacional do Livro e Leitura, política pública que estabelece metas para ampliar o acesso aos livros, fortalecer bibliotecas e incentivar a formação de leitores em todo o país ao longo da próxima década.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29), por meio da Portaria Interministerial MinC/MEC nº 12, assinada pelos ministérios da Cultura e da Educação.
Plano prevê ações até 2036
Com vigência de dez anos, o novo PNLL reúne diretrizes que envolvem União, estados, municípios, Distrito Federal e sociedade civil.
O documento reconhece:
- o livro como parte da economia criativa
- a leitura como instrumento de cidadania
- a literatura como valor simbólico essencial
- a escrita como base para o desenvolvimento humano e democrático
Também são destacados princípios como diversidade cultural, acessibilidade, combate às desigualdades e respeito às identidades.
Bibliotecas em todos os municípios
Entre as principais metas do plano está a reabertura e ampliação de bibliotecas públicas, garantindo ao menos uma unidade em cada município brasileiro.
Outras ações previstas incluem:
- modernização de bibliotecas existentes
- expansão de bibliotecas escolares
- criação de biblioteca digital pública e gratuita
- ampliação de espaços de leitura em áreas vulneráveis
- incentivo à leitura em comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais
Meta é distribuir 100 milhões de livros
O governo também pretende distribuir 100 milhões de livros literários até 2035, incluindo exemplares em formatos acessíveis.
País quer aumentar número de leitores
No eixo de formação de leitores, o PNLL estabelece como objetivo elevar o percentual de leitores no Brasil de 47% para 55%.
Para isso, o plano prevê:
- estímulo a clubes de leitura
- programas de incentivo em escolas e comunidades
- formação de mediadores de leitura
- apoio à literatura indígena e afro-brasileira
Novo instituto e fundo para o setor
Outra proposta é criar o Instituto Brasileiro do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas e o Fundo Setorial do Livro e Leitura.
O plano também prevê campanhas permanentes de incentivo à leitura e dez edições da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.
Mercado editorial também será beneficiado
No campo econômico, o documento traz medidas para fortalecer a cadeia produtiva do livro, com apoio a:
- pequenas e médias editoras
- livrarias independentes
- feiras literárias regionais
- internacionalização da literatura brasileira
- projetos de escrita criativa
Monitoramento contínuo
As metas serão revisadas periodicamente ao longo dos próximos anos, permitindo ajustes conforme mudanças sociais, culturais e tecnológicas.
A expectativa do governo é transformar o acesso ao livro e à leitura em política estruturante de longo prazo no país.

