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Fiems critica debate sobre escala 6×1 e pede mais tempo para discussão no Congresso

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirmou que o debate sobre a possível mudança na escala de trabalho 6×1 está sendo conduzido de forma precipitada e com forte viés político. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM 95, nesta semana.

Segundo o dirigente, o tema é relevante e precisa ser discutido, mas dentro de um ambiente técnico, com participação equilibrada entre representantes de trabalhadores e empregadores, além de um prazo mais adequado para análise.

Longen destacou que o setor industrial não é contrário à discussão, porém considera inadequado avançar com a pauta em um período próximo às eleições. Para ele, o ideal seria que o tema fosse retomado em um novo ciclo legislativo, com um Congresso renovado e condições mais favoráveis para um debate estruturado.

“O Brasil precisa rediscutir as relações de trabalho, considerando tanto o lado laboral quanto o patronal. Houve avanços com a reforma trabalhista, mas ainda há pontos a evoluir. Esse é um debate que exige tempo e profundidade”, pontuou.

O presidente da Fiems também alertou para o risco de criação de expectativas desalinhadas com a realidade econômica. De acordo com ele, a forma como a proposta vem sendo apresentada pode levar parte da população a acreditar em mudanças que não seriam viáveis na prática.

Outro ponto abordado foi a dificuldade enfrentada por empresas na contratação de mão de obra. Longen atribuiu o cenário à carga tributária incidente sobre a folha de pagamento e à necessidade de revisão de políticas públicas que impactam o mercado de trabalho.

Durante a entrevista, o dirigente ainda comentou sobre a relação institucional da entidade com o governo de Mato Grosso do Sul, ressaltando que as parcerias firmadas ao longo dos anos seguem critérios técnicos, com transparência e prestação de contas, voltadas à atração de investimentos e ao desenvolvimento econômico do Estado.

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