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Estudantes de Campo Grande questionam juíza sobre atendimento de urgência no SUS e carreira na magistratura

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Mais de 100 alunos do Ensino Médio participaram de encontro que abordou o acesso à Justiça, os desafios da profissão e a presença feminina no Judiciário

Como recorrer à Justiça quando um paciente corre risco de morte e não consegue atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)? Quais características são necessárias para se tornar um bom juiz? Essas foram algumas das questões levantadas por mais de 100 estudantes da Escola Estadual Professora Brasilina Ferraz Mantero, no Jardim Leblon, em Campo Grande, durante uma edição do projeto Magistratura Vai à Escola, realizada nesta quarta-feira (4).

O encontro contou com a participação da juíza Luciane Buriasco Isquerdo, diretora de Administração da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso do Sul (Esmagis), que conversou com os alunos do Ensino Médio sobre o funcionamento do Poder Judiciário, os desafios da magistratura e a importância da Justiça na sociedade.

Entre os assuntos que despertaram o interesse dos estudantes esteve o direito à saúde. Questionada sobre como uma família deve proceder quando um paciente enfrenta risco de morte enquanto aguarda atendimento na fila do SUS, a magistrada explicou que o Judiciário mantém plantão para analisar situações urgentes, inclusive fora do horário regular de expediente.

Nesses casos, a orientação é procurar a Defensoria Pública, que poderá avaliar a situação e, se necessário, acionar a Justiça para solicitar uma medida de urgência.

Os estudantes também quiseram saber o que é necessário para exercer bem a magistratura. Ao responder, Luciane destacou que um bom juiz precisa se importar com os problemas das outras pessoas e ter disposição para solucionar conflitos que, embora não sejam seus, interferem diretamente na vida dos cidadãos.

A magistrada lembrou ainda que juízes também são cidadãos e enfrentam questões pessoais, podendo, em determinadas circunstâncias, precisar recorrer ao próprio sistema de Justiça.

Mulheres também têm espaço na magistratura

Outro tema abordado foi a participação feminina no Poder Judiciário. Durante a conversa, Luciane apresentou um panorama histórico da magistratura brasileira e destacou a trajetória de Auri Moura Costa, primeira mulher a ingressar na carreira, em 1939, no Ceará.

A história da pioneira serviu de referência para incentivar especialmente as estudantes a considerarem a carreira jurídica. A juíza ressaltou que a magistratura não é uma profissão restrita aos homens, mas uma possibilidade para mulheres e homens.

A atividade permitiu que os jovens esclarecessem dúvidas sobre direitos, conhecessem melhor o funcionamento do Judiciário e relacionassem a atuação da Justiça a situações presentes no cotidiano da população.

Promovido pela Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), o projeto Magistratura Vai à Escola tem como objetivo aproximar juízes e estudantes, estimular o conhecimento sobre direitos e deveres e fortalecer o exercício da cidadania.

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