Redação Plenax – Flavia Andrade
Saúde intestinal influencia aproveitamento de nutrientes, resposta imunológica e eficiência alimentar na produção de frangos de corte
Os indicadores de desempenho dos lotes de frangos de corte podem revelar rapidamente quando a produção está abaixo do esperado. Queda no consumo de ração, redução do ganho de peso e alterações na consistência das excretas estão entre os sinais que exigem atenção e podem estar relacionados à saúde intestinal das aves.
O intestino exerce papel importante no aproveitamento dos nutrientes e na resposta imunológica. De acordo com Mariana Rosetti, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, aves com boa saúde intestinal apresentam melhores condições para enfrentar agentes patogênicos e, consequentemente, podem ter menor suscetibilidade a doenças e menor necessidade de antimicrobianos para fins terapêuticos.
“Por outro lado, o desequilíbrio da microbiota também pode favorecer a multiplicação de bactérias patogênicas, aumentar a permeabilidade intestinal e fazer com que a ave gaste mais energia para lidar com esses desafios”, explica a especialista.
Eubióticos auxiliam no equilíbrio da microbiota
Entre as estratégias utilizadas para contribuir com a saúde intestinal estão os eubióticos, grupo de aditivos que inclui soluções como ácidos orgânicos e óleos essenciais. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) citados no material, essas substâncias contribuem para o equilíbrio da microbiota, a manutenção da saúde intestinal e a eficiência alimentar dos frangos de corte.
Os diferentes tipos de eubióticos podem atuar em mecanismos distintos. Entre eles estão a composição da mucosa intestinal, o controle direto de determinados patógenos e a modulação de respostas inflamatórias e oxidativas.
“Há diferentes classes de eubióticos que atuam em frentes como composição da mucosa intestinal, no controle direto de alguns patógenos e na modulação do status inflamatório e oxidativo”, destaca Mariana Rosetti.
A especialista ressalta ainda que a prevenção deve fazer parte do manejo sanitário das aves. “É sempre importante trabalhar a saúde antes que o problema apareça, mas os eubióticos complementam essa estratégia, ajudando a manter a integridade intestinal e o equilíbrio da microbiota para que as aves tenham melhores condições de responder aos desafios e manter seu desempenho”, afirma.

