Redação Plenax – Flavia Andrade
O Brasil ultrapassou a marca de 4,3 milhões de sistemas de energia solar em operação na modalidade de geração distribuída, consolidando um avanço acelerado do setor em todo o país. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 202 mil novas instalações foram registradas, mantendo o ritmo de crescimento observado nos últimos anos.
Dados do Infográfico Solfácil, elaborados com base em informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), mostram que o salto é expressivo: em 2020, o país contabilizava cerca de 401 mil conexões. O número mais que dobrou em 2021, chegando a 852 mil, e seguiu em expansão até ultrapassar os 4 milhões no fim de 2025.
O avanço é puxado principalmente pelos consumidores residenciais. Hoje, 84% de todos os sistemas solares instalados no Brasil estão em casas. Os setores comercial, rural e industrial aparecem bem atrás, com 6%, 5% e apenas 1% das conexões, respectivamente.
O perfil das instalações reforça essa predominância. Mais da metade dos sistemas (54%) possui potência entre 3 e 6 kWp, faixa típica para abastecimento residencial. Outros 24% estão entre 6 e 10 kWp. Já os sistemas menores que 3 kWp e os acima de 10 kWp representam, cada um, 11% do total.
Em termos de capacidade instalada, 2024 foi o ano de maior expansão da série histórica, com 10,2 MWp adicionados. Em 2025, o volume ficou em 9,2 MWp. Já em 2026, até abril, foram incorporados 1,8 MWp ao sistema.
No recorte regional, São Paulo lidera o ranking de novos sistemas, com 119 mil instalações nos últimos 12 meses. Minas Gerais aparece na sequência, com 61 mil, seguido por Paraná (54 mil), Mato Grosso (48 mil) e Bahia (44 mil).
Entre as cidades, Cuiabá ocupa a primeira posição nacional, com 9 mil novas conexões. Brasília vem logo atrás, com 8 mil, enquanto Campo Grande e Rio de Janeiro registraram 7 mil cada. Petrolina completa a lista das cinco primeiras, com 6 mil instalações.
Apesar da liderança paulista em números absolutos, o Centro-Oeste se destaca proporcionalmente. A região possui a maior taxa de penetração de energia solar do país, com 12,4% das unidades consumidoras utilizando o sistema — índice bem acima da média nacional, de 8,1%.
Na sequência aparecem Sul (9,3%), Sudeste (8,2%), Norte (6,8%) e Nordeste (6,5%), evidenciando a expansão da energia solar em todas as regiões, mas com maior intensidade no interior do país.

