Posted in

Empréstimo com garantia de imóvel cresce no Brasil, mas exige atenção antes da contratação

Foto: Reprodução

Redação Plenax – Flavia Andrade

Modalidade oferece juros mais baixos e prazos longos, porém envolve risco de perda do imóvel em caso de inadimplência

O empréstimo com garantia de imóvel, conhecido no mercado como Home Equity, vem ganhando espaço no Brasil como alternativa para quem busca crédito com juros menores e prazos mais extensos para pagamento.

A modalidade permite que pessoas físicas ou empresários utilizem um imóvel como garantia junto à instituição financeira para obter empréstimos com condições mais atrativas do que linhas tradicionais de crédito.

Com o imóvel vinculado à operação, o risco para os bancos diminui, o que possibilita taxas reduzidas e liberação de valores mais altos, além de prazos que podem ultrapassar 10 ou até 20 anos.

Segundo Sthefanny Martins, o crescimento do Home Equity no Brasil tem sido impulsionado principalmente pelo aumento das taxas de juros em outras modalidades de crédito.

“Nos últimos anos, o home equity cresceu no Brasil como alternativa mais sustentável de endividamento. Ainda é uma parcela pequena do mercado, mas existe grande potencial de expansão”, explica.

Apesar das vantagens, especialistas alertam que a contratação exige planejamento financeiro e análise cuidadosa das condições do contrato.

Entre os principais pontos que devem ser avaliados antes da contratação está a capacidade de pagamento no longo prazo. Como os financiamentos costumam durar muitos anos, é importante considerar estabilidade de renda e possíveis imprevistos financeiros futuros.

Outro fator importante é a finalidade do crédito. Especialistas recomendam que o recurso seja utilizado para reorganização financeira, quitação de dívidas mais caras ou investimentos estratégicos, evitando o uso para consumo imediato.

Além dos juros, o consumidor também deve observar os custos adicionais envolvidos na operação, como taxas de avaliação do imóvel, despesas cartoriais e seguros obrigatórios.

No caso do Banco Bari, segundo a especialista, os custos são apresentados ao cliente durante todas as etapas do processo e pagos apenas na formalização do contrato.

O percentual liberado pelas instituições financeiras normalmente varia entre 50% e 60% do valor do imóvel utilizado como garantia.

Embora o Home Equity seja considerado uma modalidade de crédito mais barata, existe o risco de perda do imóvel em caso de inadimplência. Se a dívida não for quitada, o bem pode ser levado a leilão para pagamento do débito.

Ainda assim, Sthefanny Martins afirma que o índice de contratos que chegam efetivamente à fase de leilão permanece baixo no país, variando entre 0,8% e 1,3% ao ano.

Para a especialista, a educação financeira continua sendo fundamental para uma contratação segura.

“É uma modalidade eficiente quando bem utilizada, mas o consumidor precisa compreender todas as condições contratuais antes de assumir esse compromisso”, conclui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error

Enjoy this blog? Please spread the word :)