Redação Plenax – Flavia Andrade
O avanço da piscicultura no Brasil amplia as oportunidades para o setor, mas também aumenta os desafios relacionados à sanidade dos animais. Doenças bacterianas estão entre os principais fatores de risco para a produção, podendo comprometer a produtividade dos viveiros e gerar prejuízos econômicos quando não há medidas preventivas adequadas.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a adoção de protocolos de biosseguridade é fundamental para reduzir a ocorrência de surtos e garantir maior segurança na criação de peixes.
Entre as enfermidades bacterianas mais frequentes na piscicultura estão as causadas por bactérias dos gêneros Aeromonas, Streptococcus, Lactococcus, Flavobacterium columnare, Edwardsiella e Francisella. Os sinais clínicos podem variar, mas geralmente incluem perda de apetite, isolamento, alterações no comportamento de nado, hemorragias, úlceras e exoftalmia — quando os olhos ficam projetados para fora.
De acordo com Cleber Daniel Almeida, consultor técnico da MCassab Nutrição e Saúde Animal, como os sintomas podem ser semelhantes entre diferentes doenças, o diagnóstico laboratorial é essencial para identificar corretamente o problema e definir o tratamento adequado.
“A qualidade da água, a densidade adequada de peixes nos tanques, a quarentena de novos lotes e a higienização dos equipamentos são medidas que ajudam a diminuir o risco de contaminação. O uso de antimicrobianos deve ocorrer somente com orientação técnica, evitando o desenvolvimento de resistência bacteriana”, explica o especialista.
Quando há sinais de doença nos tanques, a recomendação é agir rapidamente. A busca por diagnóstico preciso deve ser o primeiro passo para evitar tratamentos inadequados. Além disso, ações como retirada de peixes doentes, monitoramento constante dos lotes e manutenção da higiene ajudam a controlar a disseminação.
Para o especialista, a prevenção continua sendo a principal ferramenta para preservar a produtividade. “Investir em manejo adequado, acompanhar a saúde dos peixes e buscar assistência técnica quando necessário ajuda o produtor a reduzir perdas e manter uma produção mais eficiente e sustentável”, destaca.
Com o crescimento da atividade aquícola, práticas de biosseguridade se tornam cada vez mais importantes para garantir a qualidade do pescado e a rentabilidade dos produtores.

